terça-feira, dezembro 26, 2006
Onde é que está o "bom e velho" no novo?
Não existe mais rock'n'roll hoje em dia. Pelo menos musicalmente falando. Tudo bem, você pode me citar o nome de duas ou três bandas atuais relativamente boas, nacionais ou internacionais. Eu tenho o nome de pelo menos cinco bandas sessentistas ou setentistas brasileiras muito melhores que essas bandinhas. Aí você me diz: "mas o fulano é um poeta", ou "ciclano estudou dez anos de música nos EUA...". Grande coisa, não faz som melhor que naquela época. Época das boas. Felizes aqueles que curtiam aquele som suado (devido à ditadura), naturalmente mais bem elaborado, verdadeiras viagens. Já nas bandas de hoje, se a letra é boa, o instrumental é ruim, se o vocalista é bom, não explora sua voz, se o guitarrista é bom, não arrisca solos, os bateristas dificilmente são grande coisa, o baixo virou um mero acompanhamento para a guitarra.
O rock progressivo da holandesa Focus realmente me encanta. Quero ver alguma coisa melhor do que Focus hoje em dia... Não dá nem pra perder tempo tentando achar. Continuo encantado pelo som do play Moving Waves, que voltei a ouvir ontem. Uma paz inexplicável ao som orquestrado. Se disser que meus olhos se encheram de lágrimas ao ouvir a música "Janis", não pensem mal de mim. E o que dizer do Lar de Maravilhas, do Casa das Máquinas? Psicodelia extrema, um som progressivo realmente viajante, apenas pra quem realmente tem bom gosto musical. Rock tem que ser assim, só música boa. Abaixo essas porcarias de hoje.
Pra quê se contentar com pouco se podemos ter muito? Vou direto ao que é bom, procuro não perder meu tempo com porcarias atuais. Ainda assim, em raros momentos, confesso perdê-lo com novos rocks. Mas só se for do tipo escracho, como o Massacration.
De resto, estou comendo a mulherada, mas a última eu nem conto como foi pra não dizerem que estou me achando... Hoje eu só quero é rock, eu amo rock, minha vida é rock'n'roll, como diz o Oswaldo Vecchione em sua obra-prima, "coverizada" até pela sua cria, a Banda das Velhas Virgens.
Long live rock'n'roll! E chega de porcaria...
O rock progressivo da holandesa Focus realmente me encanta. Quero ver alguma coisa melhor do que Focus hoje em dia... Não dá nem pra perder tempo tentando achar. Continuo encantado pelo som do play Moving Waves, que voltei a ouvir ontem. Uma paz inexplicável ao som orquestrado. Se disser que meus olhos se encheram de lágrimas ao ouvir a música "Janis", não pensem mal de mim. E o que dizer do Lar de Maravilhas, do Casa das Máquinas? Psicodelia extrema, um som progressivo realmente viajante, apenas pra quem realmente tem bom gosto musical. Rock tem que ser assim, só música boa. Abaixo essas porcarias de hoje.
Pra quê se contentar com pouco se podemos ter muito? Vou direto ao que é bom, procuro não perder meu tempo com porcarias atuais. Ainda assim, em raros momentos, confesso perdê-lo com novos rocks. Mas só se for do tipo escracho, como o Massacration.
De resto, estou comendo a mulherada, mas a última eu nem conto como foi pra não dizerem que estou me achando... Hoje eu só quero é rock, eu amo rock, minha vida é rock'n'roll, como diz o Oswaldo Vecchione em sua obra-prima, "coverizada" até pela sua cria, a Banda das Velhas Virgens.
Long live rock'n'roll! E chega de porcaria...
segunda-feira, dezembro 18, 2006
O Inter é Internacional!!!
Parabéns Colorado, torci por você (menos quando ganhou do meu time, na final da Libertadores).
'ces viram como chorou o Ronaldinho "feiúcho"?! Se fosse pela seleção, faria como na Copa do Mundo, daria risada e cumprimentaria os colegas rivais.
Estou preparando as malas pra esquecer quem sou aqui em SP.
Abraços e saudações aos colorados!
'ces viram como chorou o Ronaldinho "feiúcho"?! Se fosse pela seleção, faria como na Copa do Mundo, daria risada e cumprimentaria os colegas rivais.
Estou preparando as malas pra esquecer quem sou aqui em SP.
Abraços e saudações aos colorados!
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Temos que fazer alguma coisa!!!
Eu iria escrever hoje sobre uma coisa revoltante, sobre a situação do rock hoje em dia, se é que ainda podemos chamar assim o que existe. Mas me deparei com algo bem mais revoltante, é realmente o fim-da-picada. Vomitem comigo:
E se o rock'n'roll não morreu, está moribundo, em meio ao eminente desastre musical.
Vá tudo pra PQP!!!!
Câmara e Senado fecham acordo para elevar salários para R$ 24.500
Ou seja, 90% de aumento! Agora que todos já estão suficientemente enauseados, digo que votei sim no PSOL para a presidência, mas nem por isso me isento da parcela de culpa desta situação. E espero que você também coloque o dedo na consciência. O que temos feito contra esta e outras aberrações? Nada. Temos que fazer alguma coisa!!!E se o rock'n'roll não morreu, está moribundo, em meio ao eminente desastre musical.
Vá tudo pra PQP!!!!
quarta-feira, novembro 15, 2006
Mon amour, meu bem, ma femme
Voltando da faculdade ontem, notei o bar do Junico aberto e resolvi adentrá-lo. Pedi a cerveja, cumprimentei o povo que conheço. Videokê rolando músicas sertanejas, breganejos e etc. Resolvi soltar um pouco a voz, e escolhi uma canção interpretada pelo impagável Reginaldo Rossi, Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme, minha favorita. Na verdade, a composição e letra é de "Cleide"; penso eu na Cleide que cantava com Renato e Seus Blue Caps, mas não tenho certeza.
O que me encanta nessa música é sua poesia apaixonada, uma ode às mulheres. Só poderia ser interpretada mesmo por Reginaldo Rossi. Mandei ver no microfone, fiz bonito e a galera cantou junto. Agradeci a todos, paguei minha conta e fui embora satisfeito, com um vinil do Nazareth emprestado, embaixo do braço.
Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme
(Cleide)
Nesse corpo meigo e tão pequeno
Há uma espécie de veneno
Tão gostoso de provar
Como pode haver tanto desejo
Nos seus olhos, nos seus beijos
No seu jeito de abraçar
E foi com isso que você me conquistou
Com esse jeito de menina
E esse corpo/gosto/rosto(?) de mulher
E nada existe em você que eu não ame
Sou metade sem você
Mon amour, meu bem, ma femme
Chiquita, mulher de Junico, entre outras brechas, sorriu de canto... Vou pro arrebento, sorry Junico.
O que me encanta nessa música é sua poesia apaixonada, uma ode às mulheres. Só poderia ser interpretada mesmo por Reginaldo Rossi. Mandei ver no microfone, fiz bonito e a galera cantou junto. Agradeci a todos, paguei minha conta e fui embora satisfeito, com um vinil do Nazareth emprestado, embaixo do braço.
Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme
(Cleide)
Nesse corpo meigo e tão pequeno
Há uma espécie de veneno
Tão gostoso de provar
Como pode haver tanto desejo
Nos seus olhos, nos seus beijos
No seu jeito de abraçar
E foi com isso que você me conquistou
Com esse jeito de menina
E esse corpo/gosto/rosto(?) de mulher
E nada existe em você que eu não ame
Sou metade sem você
Mon amour, meu bem, ma femme
Chiquita, mulher de Junico, entre outras brechas, sorriu de canto... Vou pro arrebento, sorry Junico.
sábado, novembro 04, 2006
Snooker-Beer'n'Roll
Impossibilitado de esquecer o meu amor não correspondido por conviver diariamente com ele, taureau está apelando pra tudo. Meu eu-lírico virou mais que um eu-lírico, virou um ego-lírico. Sofrendo que nem um corno, me refugio em partidas de bilhar, na cerveja bem gelada, na companhia dos amigos. Entre uma poesia e outra, um grande esforço para ter ânimo de viver.
Ontem eu trepei com uma mulher linda, porém um tanto estragada pelos partos e pela idade. Ela estava doidona; três bombadas, gozei e murchei. Sexualmente, estou um caco.
Mas o rock'n'roll faz milagres. Não fosse por ele, acho que já tinha largado tudo. No bar, ouvindo um Led, um Who, um Elvis, qualquer peão inteligente e desanimado começa a remexer. Ando vidradão nesse primeiro. A performance do quarteto em palco é de babar. E quando toca "Since I've Been Loving You"... Ah, que música... Como diz o Made in Brazil: "Deus salva, o rock alivia". Verdade.
Ontem eu trepei com uma mulher linda, porém um tanto estragada pelos partos e pela idade. Ela estava doidona; três bombadas, gozei e murchei. Sexualmente, estou um caco.
Mas o rock'n'roll faz milagres. Não fosse por ele, acho que já tinha largado tudo. No bar, ouvindo um Led, um Who, um Elvis, qualquer peão inteligente e desanimado começa a remexer. Ando vidradão nesse primeiro. A performance do quarteto em palco é de babar. E quando toca "Since I've Been Loving You"... Ah, que música... Como diz o Made in Brazil: "Deus salva, o rock alivia". Verdade.
quarta-feira, setembro 27, 2006
taureau is alive!
Eu ainda sou o mesmo otário da postagem anterior, mas já começo a sentir os efeitos devastadores do que acho que seja amor. Uma mescla de sentimentos, paixão, ciúmes, uma raiva enorme, tudo transmitido por diversos sinais e códigos. A coceguinha que sinto em minha cabeça, provavelmente meu mais novo par de chifres (que só não cresce por falta de cálcio no organismo), fez com que eu fosse à desforra. Procurei por sexo quente no último fim de semana, batata. Virei um putão novamente.
Hoje tive um sinal por parte dela que quero encarar de maneira definitiva como o fim do caso. Caso de amor? Não sei. Acontece que vou ter de conviver com esta pessoa por um bom tempo, então me pergunto, o que será de mim? O que ganhei com isso? O que isso era, amizade? Nunca vi amizade assim, com tantas declarações de afeto e carinho diárias, por ambas as partes! Quisera eu ser como Ester, que é um mulherão e sabe definir e separar amor e sexo tão bem!
Mais fácil para mim agora é dizer o que sinto. Meus problemas comportamentais se agravaram, passo a ter mais problemas de personalidade, me tornei mais quieto, desinspirado (esta palavra existe?), ansioso e sem criatividade. Minha energia cai abruptamente, me sinto fraco, preguiçoso e com sono. Quero ouvir músicas lentas, etéreas, que massageiem o meu eu-interior, que me isolem de tudo e todos. Depressão, claro, nada de novo... Uma leve vontade de sair desta dimensão, na esperança de algo melhor.
Mas não vou ficar aqui só pagando de corno e coitado, afinal de contas, eu, otário, ao menor sinal de perigo, sem mesmo ter certeza se realmente o passarinho comeu o alpiste, botei-lhe os chifres também. Foi uma vingança por talvez nada, entende? E não é que realmente foi muito bom no dia?... Seu nome é Luciana, e ela gostou de mim, quer mais.
taureau tá vivo ainda, ao som de Elf, Focus, e pasmem, Sade.
Hoje tive um sinal por parte dela que quero encarar de maneira definitiva como o fim do caso. Caso de amor? Não sei. Acontece que vou ter de conviver com esta pessoa por um bom tempo, então me pergunto, o que será de mim? O que ganhei com isso? O que isso era, amizade? Nunca vi amizade assim, com tantas declarações de afeto e carinho diárias, por ambas as partes! Quisera eu ser como Ester, que é um mulherão e sabe definir e separar amor e sexo tão bem!
Mais fácil para mim agora é dizer o que sinto. Meus problemas comportamentais se agravaram, passo a ter mais problemas de personalidade, me tornei mais quieto, desinspirado (esta palavra existe?), ansioso e sem criatividade. Minha energia cai abruptamente, me sinto fraco, preguiçoso e com sono. Quero ouvir músicas lentas, etéreas, que massageiem o meu eu-interior, que me isolem de tudo e todos. Depressão, claro, nada de novo... Uma leve vontade de sair desta dimensão, na esperança de algo melhor.
Mas não vou ficar aqui só pagando de corno e coitado, afinal de contas, eu, otário, ao menor sinal de perigo, sem mesmo ter certeza se realmente o passarinho comeu o alpiste, botei-lhe os chifres também. Foi uma vingança por talvez nada, entende? E não é que realmente foi muito bom no dia?... Seu nome é Luciana, e ela gostou de mim, quer mais.
taureau tá vivo ainda, ao som de Elf, Focus, e pasmem, Sade.
sexta-feira, setembro 08, 2006
Taureau está morrendo
Passa-se exatamente hoje, um mês que iniciei minhas atividades na faculdade.
Cheguei determinado a estudar, conhecer nossa língua e literatura, e comer a mulherada.
Olhei atentamente para as mais de 30 mulheres da minha sala de aula.
A maioria olhou pra mim.
Por mais que eu seja um prato de giló, ainda sou o único prato de comida da sala (homem).
Uma delas me roubou o coração.
Em troca, roubei o dela.
Foram postas em xeque muitas convicções minhas.
Não é um amor instantâneo ou repentino.
E sim algo que cresce a cada dia.
Tô sem sexo (de qualquer forma) já há um mês.
Eu só quero fazer amor com ela.
Olho pras outras, mas sem a mesma paixão.
Vamos fazer amor hoje.
Eu sou um otário.
Mas tô feliz.
Sinto brotar uma flor roxa em meu coração.
Será que morri?
quinta-feira, agosto 03, 2006
O cúmulo do egocentrismo
Por mais que eu não queira parecer um sujeito egoísta, ou uma pessoa que se coloca no centro de tudo na vida real, este blog me desmascara. É um culto ao meu 'eu', à minha pessoa, e o resto é só figurante.
Vamos à um pouco de psicologia (de um completo leigo no assunto para algum leitor). No mundo real, sou uma pessoa divertida, que não pára de falar bobagens, de fazer besteiras, trocadilhos, paródias imbecís, que na hora causam riso aos presentes, que me integram aos meu colegas, amigos e parentes. Aparentemente não estou nem aí pra nada, creio até ser, por algumas vezes, a imagem de um cara independente e seguro. Isso quer dizer que sou uma pessoa normal, não tão diferente do que aparentam os outros. Sou muito querido por todos, até pelos meus possíveis rivais e inimigos. Aparento ser um astro que gira em torno de um sol, mas junto com todos os outros astros, pois não tenho brilho próprio. Em meu espírito, eu sou o sol, e tudo é astros que giram em volta de mim.
Em minha vida, tento ser apenas mais um astro, girando em torno do sol. Eu já fui mais egocêntrico que nunca, achando que eu era o certo, e o resto, errado, e me machucava demais com a não-aceitação. Mesmo tendo superado muito este egocentrismo adolescente, meu blog é a denúncia explícita de que ele ainda é fortíssimo (não o adolescente, apenas o egocentrismo). Eu sou o personagem principal da minha vida, e fator decisivo dos meus relatos, por mais que eu seja - não reconhecidamente - apenas mais um coadjuvante de uma história maior.
Inclusive agora, escrevendo, eu tenho sempre de checar se estou abusando demais da palavra 'eu'. Já apaguei umas dez ocorrências só neste post! E ainda que os textos sejam sobre algo ruim que me aconteça, uma situação embaraçosa, ou até mesmo vergonhosa, eu pareço nunca estar tão abalado quanto realmente me sintia na hora dos fatos. Não deixo transparecer isto nos textos, acho que é uma coisa instintiva. Sem falar em alguns exageros em certas situações de euforia; mesmo quando o que realmente ocorreu foi só uma leve sensação de bem-estar, tudo se transforma em um grande acontecimento narrativo.
Uma grande questão para minha vida seria esta: algum dia eu satisfarei completamente meu ego? Ou aprenderei a me contentar em ser apenas mais um, igual aos outros?
Vamos à um pouco de psicologia (de um completo leigo no assunto para algum leitor). No mundo real, sou uma pessoa divertida, que não pára de falar bobagens, de fazer besteiras, trocadilhos, paródias imbecís, que na hora causam riso aos presentes, que me integram aos meu colegas, amigos e parentes. Aparentemente não estou nem aí pra nada, creio até ser, por algumas vezes, a imagem de um cara independente e seguro. Isso quer dizer que sou uma pessoa normal, não tão diferente do que aparentam os outros. Sou muito querido por todos, até pelos meus possíveis rivais e inimigos. Aparento ser um astro que gira em torno de um sol, mas junto com todos os outros astros, pois não tenho brilho próprio. Em meu espírito, eu sou o sol, e tudo é astros que giram em volta de mim.
Em minha vida, tento ser apenas mais um astro, girando em torno do sol. Eu já fui mais egocêntrico que nunca, achando que eu era o certo, e o resto, errado, e me machucava demais com a não-aceitação. Mesmo tendo superado muito este egocentrismo adolescente, meu blog é a denúncia explícita de que ele ainda é fortíssimo (não o adolescente, apenas o egocentrismo). Eu sou o personagem principal da minha vida, e fator decisivo dos meus relatos, por mais que eu seja - não reconhecidamente - apenas mais um coadjuvante de uma história maior.
Inclusive agora, escrevendo, eu tenho sempre de checar se estou abusando demais da palavra 'eu'. Já apaguei umas dez ocorrências só neste post! E ainda que os textos sejam sobre algo ruim que me aconteça, uma situação embaraçosa, ou até mesmo vergonhosa, eu pareço nunca estar tão abalado quanto realmente me sintia na hora dos fatos. Não deixo transparecer isto nos textos, acho que é uma coisa instintiva. Sem falar em alguns exageros em certas situações de euforia; mesmo quando o que realmente ocorreu foi só uma leve sensação de bem-estar, tudo se transforma em um grande acontecimento narrativo.
Uma grande questão para minha vida seria esta: algum dia eu satisfarei completamente meu ego? Ou aprenderei a me contentar em ser apenas mais um, igual aos outros?
terça-feira, agosto 01, 2006
Ponderações sobre julho
Julho foi um mês muito conturbado, de grandes decisões e loucuras.
Logo no início, a primeira crise de depressão: amanheci o domingo no motel com uma prostituta nua ao lado, dormindo na mesma cama. Ela acordou, foi embora; a mim, só restou a conta: mais de 300 reais em apenas uma noitada, somando toda a devassa e a cachaça.
Muitas outras prostitutas, muito álcool, saída com os amigos do serviço, bagunça no serviço durante o expediente noturno. Cheguei a dormir no quarto antes de transar com uma garota, enquanto ela tomava banho. Acredito que me doparam com algo no vinho.
Arranjei uma namoradinha, Ayumi, pra me fazer companhia. Fomos uma vez ao cinema, transamos três vezes; na terceira, cri que estivesse perdendo minha criatividade e agilidade. Me pesei outro dia na balança, em pouco mais de um ano, engordei dez quilos. Estou pançudo e um pouco preocupado, minha cara tá inchada. Certa vez, Jujuba, uma ex-colega de trabalho, disse-me que eu tinha cara de bêbado. Isso pode ser bom, ou não.
Decidi cursar Letras. Na verdade, faria jornalismo, mas é caro, e começa somente no início do ano. Começo semana que vem. Tinha pensado em tomar aulas de francês em paralelo, mas automaticamente concluí que teria de sacrificar um pouco meu luxo e comodidade, que já se encontram abalados pela própria faculdade.
Um pouco de decepção com certos amigos, muita cerveja, caipirinha, vinho, uísque; pelo menos esse mês não fiquei doente nenhuma vez. Comi muito macarrão miojo! Bati muita bronha, meus hormônios são como os de adolescente, preciso de sexo a cada momento. Bati punheta pra Bica do Dedim e pro forró Magníficos (pra loira, gostosa, maravilha).
Musicalmente comecei com "Cream" e "Mutantes", que me levaram à uma psicodelia sessentista e praticamente inexistente hoje; me elevei com as belas melodias de "Criaturas da Noite", d'O Terço; me entorpeci com a barulheira do "Cactus", o "Led Zeppelin Americano", diz no site oficial; me alegrei com "Rita Lee e Tutti Frutti" (cujo mestre guitarrista, Carlini, tive o prazer de conhecer pessoalmente) no clássico "Fruto Proibido", de 1975, discão de rock'n'roll, um dos melhores; além de "A Bolha" e "Bixo do Mato", no progressivão nacional dos tempos que deviam realmente ser muito bons. Falei e disse, quero ver quem mais tem esse bom gosto musical que eu tenho!
Quase mil reais devedor no banco, cada vez mais gordo e ficando mais careca, bola pra frente, ainda sou um maluco sonhador e garanhão!
Logo no início, a primeira crise de depressão: amanheci o domingo no motel com uma prostituta nua ao lado, dormindo na mesma cama. Ela acordou, foi embora; a mim, só restou a conta: mais de 300 reais em apenas uma noitada, somando toda a devassa e a cachaça.
Muitas outras prostitutas, muito álcool, saída com os amigos do serviço, bagunça no serviço durante o expediente noturno. Cheguei a dormir no quarto antes de transar com uma garota, enquanto ela tomava banho. Acredito que me doparam com algo no vinho.
Arranjei uma namoradinha, Ayumi, pra me fazer companhia. Fomos uma vez ao cinema, transamos três vezes; na terceira, cri que estivesse perdendo minha criatividade e agilidade. Me pesei outro dia na balança, em pouco mais de um ano, engordei dez quilos. Estou pançudo e um pouco preocupado, minha cara tá inchada. Certa vez, Jujuba, uma ex-colega de trabalho, disse-me que eu tinha cara de bêbado. Isso pode ser bom, ou não.
Decidi cursar Letras. Na verdade, faria jornalismo, mas é caro, e começa somente no início do ano. Começo semana que vem. Tinha pensado em tomar aulas de francês em paralelo, mas automaticamente concluí que teria de sacrificar um pouco meu luxo e comodidade, que já se encontram abalados pela própria faculdade.
Um pouco de decepção com certos amigos, muita cerveja, caipirinha, vinho, uísque; pelo menos esse mês não fiquei doente nenhuma vez. Comi muito macarrão miojo! Bati muita bronha, meus hormônios são como os de adolescente, preciso de sexo a cada momento. Bati punheta pra Bica do Dedim e pro forró Magníficos (pra loira, gostosa, maravilha).
Musicalmente comecei com "Cream" e "Mutantes", que me levaram à uma psicodelia sessentista e praticamente inexistente hoje; me elevei com as belas melodias de "Criaturas da Noite", d'O Terço; me entorpeci com a barulheira do "Cactus", o "Led Zeppelin Americano", diz no site oficial; me alegrei com "Rita Lee e Tutti Frutti" (cujo mestre guitarrista, Carlini, tive o prazer de conhecer pessoalmente) no clássico "Fruto Proibido", de 1975, discão de rock'n'roll, um dos melhores; além de "A Bolha" e "Bixo do Mato", no progressivão nacional dos tempos que deviam realmente ser muito bons. Falei e disse, quero ver quem mais tem esse bom gosto musical que eu tenho!
Quase mil reais devedor no banco, cada vez mais gordo e ficando mais careca, bola pra frente, ainda sou um maluco sonhador e garanhão!
domingo, julho 09, 2006
quinta-feira, julho 06, 2006
Eu Sou o Louco que Sobe a Rua Cantando na Madrugada Silenciosa
No dia seguinte, minha mãe indaga:
- Quando você chegou, ouvi um cara cantando bem alto na rua. E até que não desafinava. Passou bem quando você chegou, então ele parou de cantar. Você não o viu?
- Não...
- Quando você chegou, ouvi um cara cantando bem alto na rua. E até que não desafinava. Passou bem quando você chegou, então ele parou de cantar. Você não o viu?
- Não...
Corrente do Santo Expedito
Estava saindo do serviço esta madrugada, quando em uma esquina um pouco distante da minha casa, encontrei um papel jogado no chão, inteiro e com algo escrito. Abaixei, peguei o mesmo e constatei que se tratava de uma corrente religiosa. Nem me preocupei em ler mais e saí rasgando a carta em diversos pedaços, joguei-a no lixo mais próximo.
Chegando em minha casa, outro papel, com o mesmo texto. Desta vez resolvi lê-lo.
Vou perder meu emprego e meus bens, pois o último que rasgou uma carta dessas não fez as quatro cópias necessárias e se deu muito mal. Santo Expedito deve ser um cara muito mau. Peguei a carta, rasguei-a em dois pedaços, joguei um em cada lado da rua. Achei melhor deixar os pedaços bem separados, pra não ter risco deles voltarem e se juntar sozinhos.
Isso me faz lembrar da maravilhosa "Superstitious" (será que é assim que se escreve?), música de Stevie Wonder, que só conheço na versão do super-trio "Beck, Bogert & Appice", de 1973, cujo disco foi o único de estúdio. Pena que não durou nada.
Chegando em minha casa, outro papel, com o mesmo texto. Desta vez resolvi lê-lo.
Vou perder meu emprego e meus bens, pois o último que rasgou uma carta dessas não fez as quatro cópias necessárias e se deu muito mal. Santo Expedito deve ser um cara muito mau. Peguei a carta, rasguei-a em dois pedaços, joguei um em cada lado da rua. Achei melhor deixar os pedaços bem separados, pra não ter risco deles voltarem e se juntar sozinhos.
Isso me faz lembrar da maravilhosa "Superstitious" (será que é assim que se escreve?), música de Stevie Wonder, que só conheço na versão do super-trio "Beck, Bogert & Appice", de 1973, cujo disco foi o único de estúdio. Pena que não durou nada.
quinta-feira, junho 29, 2006
Moonchild
Atormentado por gripes muito fortes desde abril, minha vida se tornou um inferno. Semanas sem poder sair, sempre com dores fortes na garganta, no ouvido, e febre. E sempre que eu estava para melhorar, colocava tudo a perder com o álcool, diminuindo novamente a minha resistência à virose mal curada.
Saí do trabalho à uma da manhã, as ruas estavam frias e desertas. Eu, extremamente febril, trêmulo em meio ao vento, caminhando até minha casa. Questões de diversas espécies permeavam meus pensamentos - cheguei a pensar até num possível castigo divino para os meu atos mais recentes. Besteira.
Em meus fones-de-ouvido, que me protegiam do vento, tocava o King Crimson, o disco "In the Court of the Crimson King" de 1969. Um clássico do rock progressivo.
"21st. Century Schizoid Man", a primeira faixa, me trazia uma má sensação, um mal-estar, desconforto que se somava à minha doença. A segunda faixa, ao contrário, "I Talk to the Wind", confortava o meu coração doentio. Mas foi na quarta faixa ("Moonchild") que senti uma paz muito grande. No início da música, uma melodia estranha e lenta surge, bem suave. Em meio ao silência da rua, conseguia escutar cada detalhe da música, cada nota. Chegava a parte experimental da música, uma mistura de psicodélico com jazz livre. Doces barulhinhos, reconfortantes... Comecei a andar bem devagarinho, apreciando cada nota, sentindo uma paz inexplicável, mesmo estando muito mal, andando pela rua deserta. Eu entrei na música, caminhando sob uma linda lua cheia.
Saí do trabalho à uma da manhã, as ruas estavam frias e desertas. Eu, extremamente febril, trêmulo em meio ao vento, caminhando até minha casa. Questões de diversas espécies permeavam meus pensamentos - cheguei a pensar até num possível castigo divino para os meu atos mais recentes. Besteira.
Em meus fones-de-ouvido, que me protegiam do vento, tocava o King Crimson, o disco "In the Court of the Crimson King" de 1969. Um clássico do rock progressivo.
"21st. Century Schizoid Man", a primeira faixa, me trazia uma má sensação, um mal-estar, desconforto que se somava à minha doença. A segunda faixa, ao contrário, "I Talk to the Wind", confortava o meu coração doentio. Mas foi na quarta faixa ("Moonchild") que senti uma paz muito grande. No início da música, uma melodia estranha e lenta surge, bem suave. Em meio ao silência da rua, conseguia escutar cada detalhe da música, cada nota. Chegava a parte experimental da música, uma mistura de psicodélico com jazz livre. Doces barulhinhos, reconfortantes... Comecei a andar bem devagarinho, apreciando cada nota, sentindo uma paz inexplicável, mesmo estando muito mal, andando pela rua deserta. Eu entrei na música, caminhando sob uma linda lua cheia.
sexta-feira, maio 26, 2006
Baixaria e luxúria no forró, bem ao meu gosto
Uma das melhores noites que já tive foi a que aconteceu há alguns fins de semana. Puleiro do bom e velho Tudo de Bom, loirinha gelada no balcão, a nova garçonete mostrando a calcinha vermelha enquanto se abaixa, algumas menininhas adentrando o boteco. Olho pra lá e cá, sem esperanças, dou umas bicadas no copo, mando beijinhos, dou piscadelas. Ao meu lado, um estranho, que se apresenta, e começamos uma conversa de solteiros perdidos na noite.
Jorge, o ex-estranho, me convidou para ir ao "Thin Rose", casa de shows de forró ao vivo, ao lado do Tudo de Bom. Saímos do velho botecão e entramos na casa de forró.
No forró...
Eva, a pernambucana, me olhava, sentada, com a cabeça virada para trás. Chamei na chincha pra um ralacoxa. Ela topou. Na dança, eu mais roçava que dançava, pois sou melhor em roçar que dançar. De repente, Eva se vira, e some.
Carola, a casada, me chama na chincha. Começa um beijo interminável. Diz que tem de ir embora, trocamos telefones. Carolina se vira, e some.
De repente, Eva reaparece, e me agarra, do nada... Nos beijamos. No palco, as dançarinas de fio dental do forró saem, começa a rolar um pancadão. Eva chama sua amiga, que nem sei o nome, e dançamos os três até o chão, eu com uma gatinha em cada braço. Troco celulares com Eva, ela dá meia volta e sai andando. A amiga vai atrás, mas não sem levar uma passada de mão na bunda, ao que nem ligou, e digo mais, até gostou.
Todas as opções mulherísticas esgotadas, taureau se sente só novamente. A esta altura, bêbado e corajoso, qualquer mocréia estava valendo. Nem sabia mais onde se enfiou Jorge. Chegou mais uma doida, e foi dedada pra todo lado. O celular tocou, era Eva, que me espera do lado de fora do Thin Rose. Dei tchau pra gatinha, e saí.
Do lado de fora, conversei com Eva. Acabamos eu, Eva e "amiga" no Motel Xuxu. E não é que Eva realmente tem um corpaço? Seios durinhos, bundinha empinadinha, ex-dançarina de banda de forró. E até é gatinha. Da amiga, como só a vi naquela ocasião, não me lembro muito bem. Resumindo, tive de enfaixar o pau.
No dia seguinte, Carola me manda a seguinte mensagem no celular: "gatinho, tenho que te contar uma coisa, eu sou casada, mas se não quiser dizer nada pra vc, pra mim muito menos." - já é! No mesmo fim de semana, levei Carola pro matadouro, o Xuxu, e creio que o marido dela só não tem mais chifres por falta de cálcio no organismo. Foi quando Larissa passou de carro, e me viu de mãozinha dada com a princesinha casada! Adeus Larissa...! Au revoir...!
Viva o forró! Viva o Nordeste! Salve o Roquenrou!
Jorge, o ex-estranho, me convidou para ir ao "Thin Rose", casa de shows de forró ao vivo, ao lado do Tudo de Bom. Saímos do velho botecão e entramos na casa de forró.
No forró...
Eva, a pernambucana, me olhava, sentada, com a cabeça virada para trás. Chamei na chincha pra um ralacoxa. Ela topou. Na dança, eu mais roçava que dançava, pois sou melhor em roçar que dançar. De repente, Eva se vira, e some.
Carola, a casada, me chama na chincha. Começa um beijo interminável. Diz que tem de ir embora, trocamos telefones. Carolina se vira, e some.
De repente, Eva reaparece, e me agarra, do nada... Nos beijamos. No palco, as dançarinas de fio dental do forró saem, começa a rolar um pancadão. Eva chama sua amiga, que nem sei o nome, e dançamos os três até o chão, eu com uma gatinha em cada braço. Troco celulares com Eva, ela dá meia volta e sai andando. A amiga vai atrás, mas não sem levar uma passada de mão na bunda, ao que nem ligou, e digo mais, até gostou.
Todas as opções mulherísticas esgotadas, taureau se sente só novamente. A esta altura, bêbado e corajoso, qualquer mocréia estava valendo. Nem sabia mais onde se enfiou Jorge. Chegou mais uma doida, e foi dedada pra todo lado. O celular tocou, era Eva, que me espera do lado de fora do Thin Rose. Dei tchau pra gatinha, e saí.
Do lado de fora, conversei com Eva. Acabamos eu, Eva e "amiga" no Motel Xuxu. E não é que Eva realmente tem um corpaço? Seios durinhos, bundinha empinadinha, ex-dançarina de banda de forró. E até é gatinha. Da amiga, como só a vi naquela ocasião, não me lembro muito bem. Resumindo, tive de enfaixar o pau.
No dia seguinte, Carola me manda a seguinte mensagem no celular: "gatinho, tenho que te contar uma coisa, eu sou casada, mas se não quiser dizer nada pra vc, pra mim muito menos." - já é! No mesmo fim de semana, levei Carola pro matadouro, o Xuxu, e creio que o marido dela só não tem mais chifres por falta de cálcio no organismo. Foi quando Larissa passou de carro, e me viu de mãozinha dada com a princesinha casada! Adeus Larissa...! Au revoir...!
Viva o forró! Viva o Nordeste! Salve o Roquenrou!
sábado, abril 22, 2006
Fazendo compras com mamãe
Dei uma graninha de aniversário pra minha mãe gastar no fim de semana. Pra não ficar muito chato ter dado apenas dinheiro, resolvi ir com ela fazer as compras. Alguns podem dizer que é programa de índio, mas eu tenho bons motivos para provar o contrário.
Dentre outras coisas, o principal motivo, é chamar a atenção da mulherada. Após receber muitos olhares pidões e safados pelas ruas, fazer as compras e pegar o caminho de casa, a pé, tive a idéia de comprar pastéis na feira para o almoço. Na feira, abraçado à mamãe (um toquinho), notei um Citroen cinza parado na calçada, e uma língua passando sobre lábios carnudos, dentro do carro. Abaixei um pouquinho para ver a dona de tal beleza, ela tinha um olhar indescritível. Gata. Enquanto mamãe esperava preparar os pastéis, fui cumprimentar minha "amiga que não via há tempos". Ela abriu a porta do carro e me apresentei.
Larissa é executiva, rica, linda, loira e independente. O pouco que conversamos dentro do carrão bastou para acender meu desejo por ela. Apresentei minha mãe, que estava um pouco longe. Graças a minha mãe, transmiti um ar de responsabilidade, e foi justamente isso o que deixou Larissa interessada. Trocamos telefones, não tínhamos muito tempo. Um beijo quase apaixonado, demorado, sem língua, selou nosso primeiro encontro. Saí do carro, paguei os pastéis, abracei mamãe, joguei um beijo para Larissa.
Estou nas nuvens. O pastel estava uma delícia. Todos em casa estão um amor só comigo. Ah, Larissa... Parece música...
Dentre outras coisas, o principal motivo, é chamar a atenção da mulherada. Após receber muitos olhares pidões e safados pelas ruas, fazer as compras e pegar o caminho de casa, a pé, tive a idéia de comprar pastéis na feira para o almoço. Na feira, abraçado à mamãe (um toquinho), notei um Citroen cinza parado na calçada, e uma língua passando sobre lábios carnudos, dentro do carro. Abaixei um pouquinho para ver a dona de tal beleza, ela tinha um olhar indescritível. Gata. Enquanto mamãe esperava preparar os pastéis, fui cumprimentar minha "amiga que não via há tempos". Ela abriu a porta do carro e me apresentei.
Larissa é executiva, rica, linda, loira e independente. O pouco que conversamos dentro do carrão bastou para acender meu desejo por ela. Apresentei minha mãe, que estava um pouco longe. Graças a minha mãe, transmiti um ar de responsabilidade, e foi justamente isso o que deixou Larissa interessada. Trocamos telefones, não tínhamos muito tempo. Um beijo quase apaixonado, demorado, sem língua, selou nosso primeiro encontro. Saí do carro, paguei os pastéis, abracei mamãe, joguei um beijo para Larissa.
Estou nas nuvens. O pastel estava uma delícia. Todos em casa estão um amor só comigo. Ah, Larissa... Parece música...
quinta-feira, março 23, 2006
Bar do Junico
Passei a frequentar outros botecos que não o "Tudo de Bom", meu ex-boteco favorito. Aqui onde eu moro, ou se encontram bares de playboys, ou botecos de bêbados. Fico com a segunda opção.
Conheci Junico, o dono de um humilde estabelecimento, botecão de bêbados velhos e chatos, que tem um videokê, daqueles que só dão nota 95 ou mais ao caboclo que resolve soltar o gogó. Junico é boa pinta, tem bom papo, conquista a freguesia, e acredito que o lugar seja bem frequentado durante o dia.
Junico gosta de falar, e acaba me confidenciando coisas. Contou-me de vezes em que traiu a mulher, no bar mesmo, e de algumas outras aventuras. Dizia que a mulher estava desconfiada e braba. Dividi algumas das minhas histórias bem rapidamente também, durante os dias em que fui lá beber.
Muito bem, conheci Chiquita, mulher de Junico, em uma noite após o trabalho, dentro do boteco. Achei-a uma baianinha muito da gostosa, e até bonitinha. No dia em que a vi, estava com a filhinha, pequenina, e nem nos falamos. Ela parece um pouquinho Betty Boop (!), mas não é feia.
Semana passada, Junico me convidou a estar na espelunca na sexta-feira à noite, pois ia ter música ao vivo, cervejinha e o caramba a quatro. Chegando lá, um homenzinho de seus cinquenta e vários anos, cantava o que estava na boca do povão, desde os forrós e sertanejos mais esculhambados, até um "Do You Wanna Dance" de Johnny Rivers. A galera pirava mesmo quando cantava um tal de "daí eu bebo pra caralho, bebo pra caralho, bebo pra caralho..." Eu sou um cara que tenta ser sempre sociável, e tento encarnar a mente do populacho nestas horas. Deixo a onda me levar. Claro que deve ser estranho um cara de calça jeans, cinto de roqueiro, botas, anéis, colar, uma camisa azul claro, em meio a gente vestida de qualquer jeito. Para os não-entendidos, eu parecia, talvez, um caubói. Nem ligo.
Junico aponta para Chiquita, e diz: "Ô são-paulino, esta é minha mulher, alí no fundo, ó!". Olhei-a com discreção, ela notou que estava sendo apresentada. Não sinalizamos nada. Sentei e comecei a beber,tentando curtir alguma coisa. Após tentar um xaveco em uma garota que descobri ser lésbica, além de estar acompanhada, e em seguida na amiga, sem sucesso, notei dois olhos negros, em uma carinha de bonequinha. Era Chiquita, que me olhava atônita, do balcão. Olhei para o lado, Junico estava na chapa, de costas. Sorri de cantinho, e assim que chegou Junico, nós dois viramos a cara.
Não sei se isso vai pra frente ou não. Eu sou um cachorro, o terror de belas balconistas e afins. Não pretendo pegar Chiquita, mas se der muito mole... a culpa já não é minha, tenho instintos e hormônios!
O pior é que eu ainda fiquei devendo uma cerveja ao Junico, que, apesar do adesivo contra o "Fiado", me fez uma "no Vasco"!
Conheci Junico, o dono de um humilde estabelecimento, botecão de bêbados velhos e chatos, que tem um videokê, daqueles que só dão nota 95 ou mais ao caboclo que resolve soltar o gogó. Junico é boa pinta, tem bom papo, conquista a freguesia, e acredito que o lugar seja bem frequentado durante o dia.
Junico gosta de falar, e acaba me confidenciando coisas. Contou-me de vezes em que traiu a mulher, no bar mesmo, e de algumas outras aventuras. Dizia que a mulher estava desconfiada e braba. Dividi algumas das minhas histórias bem rapidamente também, durante os dias em que fui lá beber.
Muito bem, conheci Chiquita, mulher de Junico, em uma noite após o trabalho, dentro do boteco. Achei-a uma baianinha muito da gostosa, e até bonitinha. No dia em que a vi, estava com a filhinha, pequenina, e nem nos falamos. Ela parece um pouquinho Betty Boop (!), mas não é feia.
Semana passada, Junico me convidou a estar na espelunca na sexta-feira à noite, pois ia ter música ao vivo, cervejinha e o caramba a quatro. Chegando lá, um homenzinho de seus cinquenta e vários anos, cantava o que estava na boca do povão, desde os forrós e sertanejos mais esculhambados, até um "Do You Wanna Dance" de Johnny Rivers. A galera pirava mesmo quando cantava um tal de "daí eu bebo pra caralho, bebo pra caralho, bebo pra caralho..." Eu sou um cara que tenta ser sempre sociável, e tento encarnar a mente do populacho nestas horas. Deixo a onda me levar. Claro que deve ser estranho um cara de calça jeans, cinto de roqueiro, botas, anéis, colar, uma camisa azul claro, em meio a gente vestida de qualquer jeito. Para os não-entendidos, eu parecia, talvez, um caubói. Nem ligo.
Junico aponta para Chiquita, e diz: "Ô são-paulino, esta é minha mulher, alí no fundo, ó!". Olhei-a com discreção, ela notou que estava sendo apresentada. Não sinalizamos nada. Sentei e comecei a beber,tentando curtir alguma coisa. Após tentar um xaveco em uma garota que descobri ser lésbica, além de estar acompanhada, e em seguida na amiga, sem sucesso, notei dois olhos negros, em uma carinha de bonequinha. Era Chiquita, que me olhava atônita, do balcão. Olhei para o lado, Junico estava na chapa, de costas. Sorri de cantinho, e assim que chegou Junico, nós dois viramos a cara.
Não sei se isso vai pra frente ou não. Eu sou um cachorro, o terror de belas balconistas e afins. Não pretendo pegar Chiquita, mas se der muito mole... a culpa já não é minha, tenho instintos e hormônios!
O pior é que eu ainda fiquei devendo uma cerveja ao Junico, que, apesar do adesivo contra o "Fiado", me fez uma "no Vasco"!
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Bar X Esporte
Há algumas semanas, comecei minhas aulas de natação, três vezes por semana. Pode ser pouco para uns, mas para mim, chega até a ser demais.
Não posso negar que a sensação de bem-estar após a hora de exercício é fantástica, e que até chega a me dar mais disposição. Porém, vagabundo que sou, já comecei a "matar" algumas aulas em prol do bom e velho boteco, após a labuta estressante...
Filho de mãe crente radical, e de pai ateu conservador, eu só podia mesmo é ser um pau que nasce torto, e até o meu pau é meio torto mesmo... Nunca fui dado aos esportes, brincava no quintal de casa quando criança, mas todo meu incentivo ao desenvolvimento físico e cerebral foi para a cucuia, devido ao pensamento limitado de meus progenitores. Resumindo, o pequeno garoto taureauzinho, lindo, tão lindo, que tinha até cara de menina (segundo o que minha mãe sempre me conta, que as amigas diziam de quando eu era bebê), se desenvolvia para o que não prestava, em segredo. Já era um sacaninha desde os tempos do Ilariê, e sabia que na capa do primeiro LP da Xuxa, dava pra ver os peitos dela. Já leram Casa de Pensão? Eu sou do tipo do personagem principal, Amâncio, só que piorado.
Mas não vamos ficar culpando o passado. Já não sou tão novinho, e meu futuro, agora, sou eu quem faço.
Bem, por quê o boteco é mais legal que a academia? Simples. No boteco, você tem amigos, bebida, música, diversão, mulheres... Na academia, um culto absurdo ao corpo, a mistificação do corpo, gente esnobe, fortões, siliconadas, pessoas iguais a todas as outras, robôs, música eletrônica. Fora que dá uma canseira...
O que eu mais quero é viver bem, não me importa quanto. Talvez nem queira que seja demais, eu iria enjoar. Se eu morrer aos cinquenta, tendo vivido feliz, com dinheiro suficiente pra cachaça, mulheres, boa comida e diversão, acho que vou pensar: "vivi bem a maioria de meus anos, e nem fazia academia!"
Eu gostaria mesmo é de ter sido um dos Rolling Stones! Falando nisso, este foi o único show que prestou ultimamente.
Até mais!
Não posso negar que a sensação de bem-estar após a hora de exercício é fantástica, e que até chega a me dar mais disposição. Porém, vagabundo que sou, já comecei a "matar" algumas aulas em prol do bom e velho boteco, após a labuta estressante...
Filho de mãe crente radical, e de pai ateu conservador, eu só podia mesmo é ser um pau que nasce torto, e até o meu pau é meio torto mesmo... Nunca fui dado aos esportes, brincava no quintal de casa quando criança, mas todo meu incentivo ao desenvolvimento físico e cerebral foi para a cucuia, devido ao pensamento limitado de meus progenitores. Resumindo, o pequeno garoto taureauzinho, lindo, tão lindo, que tinha até cara de menina (segundo o que minha mãe sempre me conta, que as amigas diziam de quando eu era bebê), se desenvolvia para o que não prestava, em segredo. Já era um sacaninha desde os tempos do Ilariê, e sabia que na capa do primeiro LP da Xuxa, dava pra ver os peitos dela. Já leram Casa de Pensão? Eu sou do tipo do personagem principal, Amâncio, só que piorado.
Mas não vamos ficar culpando o passado. Já não sou tão novinho, e meu futuro, agora, sou eu quem faço.
Bem, por quê o boteco é mais legal que a academia? Simples. No boteco, você tem amigos, bebida, música, diversão, mulheres... Na academia, um culto absurdo ao corpo, a mistificação do corpo, gente esnobe, fortões, siliconadas, pessoas iguais a todas as outras, robôs, música eletrônica. Fora que dá uma canseira...
O que eu mais quero é viver bem, não me importa quanto. Talvez nem queira que seja demais, eu iria enjoar. Se eu morrer aos cinquenta, tendo vivido feliz, com dinheiro suficiente pra cachaça, mulheres, boa comida e diversão, acho que vou pensar: "vivi bem a maioria de meus anos, e nem fazia academia!"
Eu gostaria mesmo é de ter sido um dos Rolling Stones! Falando nisso, este foi o único show que prestou ultimamente.
Até mais!
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Meus Vinte e Seis Anos
"O meu pai sempre dizia:
- Quero ver você doutor!
Minha irmã, sempre a escutar:
- Quero ver você casar!
Eu sem caminho, qualquer profissão.
Papai decide o que vai ser de nós.
Papai programa o que vai ser de nós.
Faz dez anos, é solteirona,
E eu não sei o que fazer.
Meu papai vive esperando
Meu diploma de doutor. "
(Joelho de Porco)
--------------------------------------------------------
Estava esperando mais um ano e pouco até fazer vinte e seis, pra postar esta letra da música "Meus Vinte e Seis Anos", da banda paulistana Joelho de Porco, que teve entre seus vocalistas, gente como o ator Ricardo Petraglia e Zé Rodrix. Não consegui esperar, e agora está aí. Preciso dizer algo? Eu tenho uma situação quase similar.
Não posso negar que me inspirei no blog deste cara pra postar isto: Diário de Bordo
Entre belas músicas (Cruzei Meus Braços /A Lâmpada de Edison) e escrachos (Mardito Fiapo de Manga / México Lindo - "Mé-csi-co, Mé-csi-co, Mé-csi-co, Mé-csi-co Lindo!" -), encontram-se muitas críticas e muita rebeldia (São Paulo by Day / Meus Vinte e Seis Anos). Apesar do tropicalismo e do escracho, o sarcasmo e o rock'n'roll imperam neste LP São Paulo 1554/Hoje de 1975. Este discão tá fazendo minha cabeça estes dias.
Também tenho ouvindo muito Deep Purple, o disco "Burn" - 1974 - o primeiro com o Coverdale, um fodanchão nos vocais - "all I hear... is burn..."! - além de Status Quo (On The Level), Rainbow e, gostem ou não, Massacration, a banda mais true do cenário heavy metal intergalático!
Até o próximo post!
- Quero ver você doutor!
Minha irmã, sempre a escutar:
- Quero ver você casar!
Eu sem caminho, qualquer profissão.
Papai decide o que vai ser de nós.
Papai programa o que vai ser de nós.
Faz dez anos, é solteirona,
E eu não sei o que fazer.
Meu papai vive esperando
Meu diploma de doutor. "
(Joelho de Porco)
--------------------------------------------------------
Estava esperando mais um ano e pouco até fazer vinte e seis, pra postar esta letra da música "Meus Vinte e Seis Anos", da banda paulistana Joelho de Porco, que teve entre seus vocalistas, gente como o ator Ricardo Petraglia e Zé Rodrix. Não consegui esperar, e agora está aí. Preciso dizer algo? Eu tenho uma situação quase similar.
Não posso negar que me inspirei no blog deste cara pra postar isto: Diário de Bordo
Entre belas músicas (Cruzei Meus Braços /A Lâmpada de Edison) e escrachos (Mardito Fiapo de Manga / México Lindo - "Mé-csi-co, Mé-csi-co, Mé-csi-co, Mé-csi-co Lindo!" -), encontram-se muitas críticas e muita rebeldia (São Paulo by Day / Meus Vinte e Seis Anos). Apesar do tropicalismo e do escracho, o sarcasmo e o rock'n'roll imperam neste LP São Paulo 1554/Hoje de 1975. Este discão tá fazendo minha cabeça estes dias.
Também tenho ouvindo muito Deep Purple, o disco "Burn" - 1974 - o primeiro com o Coverdale, um fodanchão nos vocais - "all I hear... is burn..."! - além de Status Quo (On The Level), Rainbow e, gostem ou não, Massacration, a banda mais true do cenário heavy metal intergalático!
Até o próximo post!
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Nervosinho
Acho que ando meio nervosinho ultimamente. Depois de desprezar e fazer a pequenina garçonete se sentir um lixo (leiam meu último post), estressei novamente com meu amigo Gabriel, meu grande confidente.
Tenho poucos amigos de verdade, e muitos amigos superficiais. Prefiro os primeiros. Acontece que esses a maioria das vezes me decepcionam. A começar pelo Anjo. Anjo jura que gosta de rock'n'roll de verdade, que curte um Led Zeppelin, Black Sabbath e outros medalhões antigos, mas aí, entro em seu fotoblog, e o que vejo: só bandinhas de adolescente, do tipo Marilyn Manson e Nightwish. Amigos 10 anos mais novos que ele, e ele com um papinho muito idiota, assassinando o português. Nem parece que tem 32 anos e uma filha. Isso me irrita até o osso. Fora que me deve uma fortuna, e "esquece"... Eu sou um trouxa mesmo.
Eu e Daniel nos conhecemos no colegial, e basicamente compartilhávamos nossas frustrações, em meio aos sons rockeiros adolescentes mais depressivos que existiam. Éramos "grunges", e junto à Gabriel, éramos os "três mosqueteiros". Eu, doidaço, só pensava em suicídio, fazia poesias e melodias no violão; Gabriel escrevia alguma coisa, tocava violão, gostava de Raul, Nirvana, Doors e anarquia. Faz alguns anos que Gabriel sumiu, fiquei sabendo que está na Bahia. Ele foi um amigo muito querido, pena que nunca mais deu sinal de vida. Daniel escrevia também (tenho poesias da época até hoje), gostava de compor e ler. Daniel um dia pirou. Se fechou em seu quarto por meses, abandonou os amigos, se isolou da própria família para se tornar um literato. Depois, voltou à sanidade, arranjou namorada e voltou a ver o velho amigo de vez em quando.
Já Daniela sempre me causou problemas, e por causa dela, eu e meu amigo Efigênio brigamos feio. E nunca me deu uma bicota, mesmo depois de voltarmos a amizade, mesmo sabendo que eu tenho muita vontade de dar uma pegada alí. Mas isso eu conto outra hora.
Em quem posso confiar? É difícil... Por isso, tenho de sair só, maioria das vezes. Não tenho amigos pra todas as horas. A maioria mora longe de mim, e uma noitada junto a qualquer um deles pode ser ou muito boa, ou muito ruim. Eu gostaria de ter um clone meu, somente para ser meu amigo, que sempre topasse meus esquemas, e que tivesse também algum tipo de iniciativa, já que quase sempre sou eu quem toma (no duplo sentido mesmo).
Fim de semana acho que vou me dar bem... Patrícia, a pançudita, mas gostosita sentiu saudades e me escreveu. Vô torá.
Tenho poucos amigos de verdade, e muitos amigos superficiais. Prefiro os primeiros. Acontece que esses a maioria das vezes me decepcionam. A começar pelo Anjo. Anjo jura que gosta de rock'n'roll de verdade, que curte um Led Zeppelin, Black Sabbath e outros medalhões antigos, mas aí, entro em seu fotoblog, e o que vejo: só bandinhas de adolescente, do tipo Marilyn Manson e Nightwish. Amigos 10 anos mais novos que ele, e ele com um papinho muito idiota, assassinando o português. Nem parece que tem 32 anos e uma filha. Isso me irrita até o osso. Fora que me deve uma fortuna, e "esquece"... Eu sou um trouxa mesmo.
Eu e Daniel nos conhecemos no colegial, e basicamente compartilhávamos nossas frustrações, em meio aos sons rockeiros adolescentes mais depressivos que existiam. Éramos "grunges", e junto à Gabriel, éramos os "três mosqueteiros". Eu, doidaço, só pensava em suicídio, fazia poesias e melodias no violão; Gabriel escrevia alguma coisa, tocava violão, gostava de Raul, Nirvana, Doors e anarquia. Faz alguns anos que Gabriel sumiu, fiquei sabendo que está na Bahia. Ele foi um amigo muito querido, pena que nunca mais deu sinal de vida. Daniel escrevia também (tenho poesias da época até hoje), gostava de compor e ler. Daniel um dia pirou. Se fechou em seu quarto por meses, abandonou os amigos, se isolou da própria família para se tornar um literato. Depois, voltou à sanidade, arranjou namorada e voltou a ver o velho amigo de vez em quando.
Já Daniela sempre me causou problemas, e por causa dela, eu e meu amigo Efigênio brigamos feio. E nunca me deu uma bicota, mesmo depois de voltarmos a amizade, mesmo sabendo que eu tenho muita vontade de dar uma pegada alí. Mas isso eu conto outra hora.
Em quem posso confiar? É difícil... Por isso, tenho de sair só, maioria das vezes. Não tenho amigos pra todas as horas. A maioria mora longe de mim, e uma noitada junto a qualquer um deles pode ser ou muito boa, ou muito ruim. Eu gostaria de ter um clone meu, somente para ser meu amigo, que sempre topasse meus esquemas, e que tivesse também algum tipo de iniciativa, já que quase sempre sou eu quem toma (no duplo sentido mesmo).
Fim de semana acho que vou me dar bem... Patrícia, a pançudita, mas gostosita sentiu saudades e me escreveu. Vô torá.
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Sexta-feira treze/Noite de lua cheia
Ao som de "Som Nosso de Cada Dia", progressivo tupiniquim de primeira!
Era quinta-feira doze para sexta-feira treze, e a lua estava cheia, tudo para ser uma noite daquelas! Logo chegando ao bar, Josie, a menininha gostosinha do balcão me lascou um beijo bem na trave, alimentando minha mente sacana e esperançosa. Após algumas cervejas , perguntou-me se eu iria embora cedo. Disse que sim. Ela, então, toda sorrisos, insistiu para que eu ficasse, me convidou a sair do balcão, e adentrar a sala onde haveria aquele show de horror - "sertanojo" ao vivo, após a meia-noite. Ela me convenceu quando confirmou que conversaria comigo após seu expediente, as quatro da manhã.
Resolvi ficar, teria de acordar as seis e meia do dia seguinte, não dormiria, mas ficaria com uma gatinha novinha, da pele lisinha, carinha de bebê, e bunda de mulher. Por sorte, encontrei meu camarada Joquinha, que estava perdido por lá. Trocamos uma idéia, cantei uma música do Cazuza no Videokê, e em seguida, o show sertanejo começou. Joquinha tentou a sorte com algumas mulheres que por lá estavam, sem sucesso. Eu, só no copo, e a cada vez que Josie passava, a abraçava pela cintura, elogiando-a. Era certeza que ficaríamos.
Joquinha, desanimado, foi embora pela uma e meia da madruga. Sobrei sozinho. O lugar começou a encher, eu estava na minha mesinha, com meu copo e a garrafa. Por volta das duas e meia da madruga, senti fome, e estava meio derrubadão da cerveja, precisava comer. Dei um toque à Josie, disse que iria comer em outro lugar e já voltava, e foi o que fiz. No caminho de saída do bar, do nada, no meio das danças de forró (virou forró, depois!), uma mulher me envolve com o braço, mas escapo. Eu era da Josie aquele dia. Não iria dar aquela mancada, na frente dela!
A sexta-feira treze era realmente das bruxas, no mau sentido. Comi um salgado, em um outro bar um pouco distante dali. Voltei, e adivinhem só! Sim, Josie disse que não iria ficar, que havia arrumado um carona. Fiquei puto da cara, meu sangue ferveu! Dei-lhe um beijo na face como aquele do Judas quando traiu Jesus, ironizei, e fui embora, muito puto da cara por ter esperado sozinho, ouvido sertanejo e forró no máximo, e rejeitado outras mulheres que estavam facinhas por alí. Filha da puta.
Tive uma noite horrível, uma sexta-feira de trabalho péssima, e um fim de semana que foi uma lástima. Só derrota. Me reergui rápido, durante a semana, e melhorei meu astral. Pronto pra mais uma quinta-feira!
Esta quinta passada retornei ao bar, e, sem mágoas, cumprimentei Josie, que estendeu sua mão me cumprimentando, e perguntando se estava chateado com ela. Com um sorriso no rosto, respondi: "Claro, como posso não estar?" Ela se explicou, e pediu que eu não ficasse bravo com ela. Eu disse que não estava bravo, estava chateado sim, mas não bravo, e pra ser bem sincero, não estava mesmo. Tomei minhas duas e segui meu caminho. O que Josie queria dizer, era que pensou que eu tinha ido embora e não voltaria, depois de ter saído para comer, o que pode até fazer sentido. Acredito que Josie ficou com uma pontinha de sofrimento ao perceber que deu uma bela mancada comigo. Ela pode até achar um cara por aquele boteco, mas não vai ser tão legal e belo quanto eu. Um dia, ela vai se entregar, e eu não vou vacilar, esperem só.
Era quinta-feira doze para sexta-feira treze, e a lua estava cheia, tudo para ser uma noite daquelas! Logo chegando ao bar, Josie, a menininha gostosinha do balcão me lascou um beijo bem na trave, alimentando minha mente sacana e esperançosa. Após algumas cervejas , perguntou-me se eu iria embora cedo. Disse que sim. Ela, então, toda sorrisos, insistiu para que eu ficasse, me convidou a sair do balcão, e adentrar a sala onde haveria aquele show de horror - "sertanojo" ao vivo, após a meia-noite. Ela me convenceu quando confirmou que conversaria comigo após seu expediente, as quatro da manhã.
Resolvi ficar, teria de acordar as seis e meia do dia seguinte, não dormiria, mas ficaria com uma gatinha novinha, da pele lisinha, carinha de bebê, e bunda de mulher. Por sorte, encontrei meu camarada Joquinha, que estava perdido por lá. Trocamos uma idéia, cantei uma música do Cazuza no Videokê, e em seguida, o show sertanejo começou. Joquinha tentou a sorte com algumas mulheres que por lá estavam, sem sucesso. Eu, só no copo, e a cada vez que Josie passava, a abraçava pela cintura, elogiando-a. Era certeza que ficaríamos.
Joquinha, desanimado, foi embora pela uma e meia da madruga. Sobrei sozinho. O lugar começou a encher, eu estava na minha mesinha, com meu copo e a garrafa. Por volta das duas e meia da madruga, senti fome, e estava meio derrubadão da cerveja, precisava comer. Dei um toque à Josie, disse que iria comer em outro lugar e já voltava, e foi o que fiz. No caminho de saída do bar, do nada, no meio das danças de forró (virou forró, depois!), uma mulher me envolve com o braço, mas escapo. Eu era da Josie aquele dia. Não iria dar aquela mancada, na frente dela!
A sexta-feira treze era realmente das bruxas, no mau sentido. Comi um salgado, em um outro bar um pouco distante dali. Voltei, e adivinhem só! Sim, Josie disse que não iria ficar, que havia arrumado um carona. Fiquei puto da cara, meu sangue ferveu! Dei-lhe um beijo na face como aquele do Judas quando traiu Jesus, ironizei, e fui embora, muito puto da cara por ter esperado sozinho, ouvido sertanejo e forró no máximo, e rejeitado outras mulheres que estavam facinhas por alí. Filha da puta.
Tive uma noite horrível, uma sexta-feira de trabalho péssima, e um fim de semana que foi uma lástima. Só derrota. Me reergui rápido, durante a semana, e melhorei meu astral. Pronto pra mais uma quinta-feira!
Esta quinta passada retornei ao bar, e, sem mágoas, cumprimentei Josie, que estendeu sua mão me cumprimentando, e perguntando se estava chateado com ela. Com um sorriso no rosto, respondi: "Claro, como posso não estar?" Ela se explicou, e pediu que eu não ficasse bravo com ela. Eu disse que não estava bravo, estava chateado sim, mas não bravo, e pra ser bem sincero, não estava mesmo. Tomei minhas duas e segui meu caminho. O que Josie queria dizer, era que pensou que eu tinha ido embora e não voltaria, depois de ter saído para comer, o que pode até fazer sentido. Acredito que Josie ficou com uma pontinha de sofrimento ao perceber que deu uma bela mancada comigo. Ela pode até achar um cara por aquele boteco, mas não vai ser tão legal e belo quanto eu. Um dia, ela vai se entregar, e eu não vou vacilar, esperem só.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
A correntinha
Pouco antes do Ano Novo, ganhei uma correntinha de prata, com duas peças prateadas
pequeninas que, quando penduradas juntas, formam uma estrela-de-Davi. Quem me presenteou com a correntinha foi uma senhora muito querida por mim e pela minha família; além de que, eu achei a correntinha um charme, e fica muito bem em mim.
Pois bem, ontem à noite, resolvi sair com a correntinha e com uma camisa que me deixa parecendo um cafetão (como observou um colega meu de trabalho). Fui para o Tudo De Bom, meu boteco favorito, e foi demais, porque a garçonete novinha gostosinha me recebeu com um beijo, por cima do balcão de mármore, de um jeito que nunca havia feito antes. Conversamos um pouquinho, mas essa profissão dela é muito ingrata, e ela tinha que dar atenção aos outros caras mais ridículos do balcão.
Saí de lá, fui pra zona. Recebi elogios mil das garotas, mas já tinha uma quedinha por Cammily, garota que, quando a conheci, tive de consolar, após eu querer comê-la e ela dizer que não iria dar, por que seu namorado tinha morrido havia alguns dias. Naquele dia, ela deitou sua cabeça sobre minhas coxas, chorou, e eu não tive coragem pra mais nada, a não ser tentar consolá-la.
Como estava cansado e tinha bebido demais, resolvi ir embora. A própria Cammily fez o débito do cartão, mas cobrou 1 hora de programa. Eu só vi depois que tinha digitado a senha. Ela me olhou com um sorrisinho safado e não tive como não trepar. Fomos pro quarto, mas estávamos muito cansados, e a transa não foi tão boa quanto poderia ter sido. Só eu gozei, no Mamas and the Papas. No fim, Cammily despediu-se de mim, deitou-se de bruços, e fui embora.
Pelo caminho de volta, percebi que esqueci minha correntinha. Voltei, entrei no quarto onde estava com Cammily, e peguei meu presente. Voltei para a rua, e deixei cair os pingentes da correntinha. Procurei, procurei, e procurei, no escuro da noite, mas não achei nada. Fui embora com a consciência pesada, pela perda do objeto tão estimado, e pela forma que eu o perdi, com a cara cheia de álcool. Fui para casa triste, tive uma péssima noite, e acordei muito cedo, com uma dor de cabeça horrível, numa ressaca de doer. O que eu iria dizer sobre a correntinha sem os pingentinhos??
Levantei, vesti minha roupa, pois precisaria resolver uns problemas no centro de São Paulo, e resolvi dar uma passada pelo local, onde teóricamente perdi os pingentes. E não é que eles estavam lá, no chão da calçada, reluzindo com o brilho do sol, após horas de terem caído? Parece que meu dia foi ganho logo de manhã! Fiquei muito feliz com isso!
Próximo sábado irei para a noite gótica do Madame Satã, com esta mesma correntinha, e não a tiro por nada!
Quando estava na boate, rolei um Led Zeppelin no Jukebox! "Since I've Been Loving You", do Led Zeppelin III. Que música, que poder, que vocais! Abraços!
pequeninas que, quando penduradas juntas, formam uma estrela-de-Davi. Quem me presenteou com a correntinha foi uma senhora muito querida por mim e pela minha família; além de que, eu achei a correntinha um charme, e fica muito bem em mim.
Pois bem, ontem à noite, resolvi sair com a correntinha e com uma camisa que me deixa parecendo um cafetão (como observou um colega meu de trabalho). Fui para o Tudo De Bom, meu boteco favorito, e foi demais, porque a garçonete novinha gostosinha me recebeu com um beijo, por cima do balcão de mármore, de um jeito que nunca havia feito antes. Conversamos um pouquinho, mas essa profissão dela é muito ingrata, e ela tinha que dar atenção aos outros caras mais ridículos do balcão.
Saí de lá, fui pra zona. Recebi elogios mil das garotas, mas já tinha uma quedinha por Cammily, garota que, quando a conheci, tive de consolar, após eu querer comê-la e ela dizer que não iria dar, por que seu namorado tinha morrido havia alguns dias. Naquele dia, ela deitou sua cabeça sobre minhas coxas, chorou, e eu não tive coragem pra mais nada, a não ser tentar consolá-la.
Como estava cansado e tinha bebido demais, resolvi ir embora. A própria Cammily fez o débito do cartão, mas cobrou 1 hora de programa. Eu só vi depois que tinha digitado a senha. Ela me olhou com um sorrisinho safado e não tive como não trepar. Fomos pro quarto, mas estávamos muito cansados, e a transa não foi tão boa quanto poderia ter sido. Só eu gozei, no Mamas and the Papas. No fim, Cammily despediu-se de mim, deitou-se de bruços, e fui embora.
Pelo caminho de volta, percebi que esqueci minha correntinha. Voltei, entrei no quarto onde estava com Cammily, e peguei meu presente. Voltei para a rua, e deixei cair os pingentes da correntinha. Procurei, procurei, e procurei, no escuro da noite, mas não achei nada. Fui embora com a consciência pesada, pela perda do objeto tão estimado, e pela forma que eu o perdi, com a cara cheia de álcool. Fui para casa triste, tive uma péssima noite, e acordei muito cedo, com uma dor de cabeça horrível, numa ressaca de doer. O que eu iria dizer sobre a correntinha sem os pingentinhos??
Levantei, vesti minha roupa, pois precisaria resolver uns problemas no centro de São Paulo, e resolvi dar uma passada pelo local, onde teóricamente perdi os pingentes. E não é que eles estavam lá, no chão da calçada, reluzindo com o brilho do sol, após horas de terem caído? Parece que meu dia foi ganho logo de manhã! Fiquei muito feliz com isso!
Próximo sábado irei para a noite gótica do Madame Satã, com esta mesma correntinha, e não a tiro por nada!
Quando estava na boate, rolei um Led Zeppelin no Jukebox! "Since I've Been Loving You", do Led Zeppelin III. Que música, que poder, que vocais! Abraços!
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Procurando por amor (em diversos lugares errados)
Eu passei estas duas semanas cheio de idéias, mas tantas idéias, que acabei não escrevendo nada. Então pensei em uma delas, e, de repente, me vêm esta coisa do Larry em minha cabeça, bem agora, eu tinha que escrever isto!
Este é o título de um antigo jogo de computador chamado "Leisure Suit Larry 2 - Looking for love (in several wrong places)", de 1986, eu acho.
O que eu quero dizer, é que tenho muito a ver com o personagem do jogo, Larry Laffer. Apesar dele ser um nerd imbecil, sempre esteve procurando por amor, e o que achou foi apenas sexo casual. Não que ele não gostasse disso (eu idem), mas o fato é que a série de jogos do Larry, já está lá pelo número 9 ou 10!
Larry não desiste, e continua sua busca! Um quarentão, já meio calvo, sempre se envolvendo nas mais doces confusões... Sei que é só um personagem de videogame, mas desde que eu era criancinha (!), sempre quis ser como o Larry! Sempre tive gosto por personagens mulherengos, do tipo de James Bond, e Mick Jagger!
Eu vivo à procura do amor... chego a ser um romântico literário por alguns instantes. Depois sou um cachorro, um bandido, um devasso. A falta de um amor às vezes me deixa como um sedento no deserto, a ter miragens de belos e refrescantes oásis... que na verdade, se tornam em grandes montes de areia novamente.
Os ventos do deserto da vida vão me levando... e me deixam nas mais diversas situações, me fazendo mais experiente, mais homem, porém, mais frio em relação ao amor. Tem dias que meu coração cria uma esperança, e de repente as mais românticas músicas começam a me fazer desejar alguém, um alguém que eu sempre sonhei, mas que só existe em meus pensamentos. Essa mulher não é real. Tudo é um grande devaneio...
Sou jovem, e sei que a vida me reserva muitas coisas. Meus amigos estão casando, namorando, noivando, depois separando, e eu estou aqui, curtindo minha vida! Amor de verdade, mesmo, é para poucos! Muitos aqui dirão pra eu arranjar uma namorada, mas definitivamente, a questão não é tão simples assim. Larry está velhaco, dá suas cacetadas, é um cara sem sorte no amor. Mas acaba sendo um cara legal, apaixonado, cheio de humor, e as mulheres bonitas gostam dele, apesar de seus problemas! Assim como eu!
Amor de verdade, talvez ninguém o viva como eu o imagino!
Este é o título de um antigo jogo de computador chamado "Leisure Suit Larry 2 - Looking for love (in several wrong places)", de 1986, eu acho.
O que eu quero dizer, é que tenho muito a ver com o personagem do jogo, Larry Laffer. Apesar dele ser um nerd imbecil, sempre esteve procurando por amor, e o que achou foi apenas sexo casual. Não que ele não gostasse disso (eu idem), mas o fato é que a série de jogos do Larry, já está lá pelo número 9 ou 10!
Larry não desiste, e continua sua busca! Um quarentão, já meio calvo, sempre se envolvendo nas mais doces confusões... Sei que é só um personagem de videogame, mas desde que eu era criancinha (!), sempre quis ser como o Larry! Sempre tive gosto por personagens mulherengos, do tipo de James Bond, e Mick Jagger!
Eu vivo à procura do amor... chego a ser um romântico literário por alguns instantes. Depois sou um cachorro, um bandido, um devasso. A falta de um amor às vezes me deixa como um sedento no deserto, a ter miragens de belos e refrescantes oásis... que na verdade, se tornam em grandes montes de areia novamente.
Os ventos do deserto da vida vão me levando... e me deixam nas mais diversas situações, me fazendo mais experiente, mais homem, porém, mais frio em relação ao amor. Tem dias que meu coração cria uma esperança, e de repente as mais românticas músicas começam a me fazer desejar alguém, um alguém que eu sempre sonhei, mas que só existe em meus pensamentos. Essa mulher não é real. Tudo é um grande devaneio...
Sou jovem, e sei que a vida me reserva muitas coisas. Meus amigos estão casando, namorando, noivando, depois separando, e eu estou aqui, curtindo minha vida! Amor de verdade, mesmo, é para poucos! Muitos aqui dirão pra eu arranjar uma namorada, mas definitivamente, a questão não é tão simples assim. Larry está velhaco, dá suas cacetadas, é um cara sem sorte no amor. Mas acaba sendo um cara legal, apaixonado, cheio de humor, e as mulheres bonitas gostam dele, apesar de seus problemas! Assim como eu!
Amor de verdade, talvez ninguém o viva como eu o imagino!
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