terça-feira, dezembro 20, 2005

Reflexões de um vagabundo sobre o trabalho

Minha vida não é só de rock'n'roll. É mais de trabalho, que de rock'n'roll, pra ser bem honesto. E aposto que a de vocês também. Vamos à alguns pensamentos.

Dizem que o trabalho enobrece o homem. Quanto mais trabalho, mais estresse. Quanto maior o estresse, maior a tensão, o cansaço, e até a raiva. Acaba-se aí a nobreza. Na verdade, o trabalho entorpece o homem!

Até a própria bíblia sagrada reconhece no trabalho um castigo. Deus obrigou o pobre do homem, que ele mesmo criou, a ganhar o pão com o suor do próprio rosto... que maldade! Bem típico dele... criar um jardim maravilhoso e colocar uma árvore lá no meio, e esperar até que o homem desobedecesse à um capricho seu, para foder de vez com todos os que não tinham nada a ver com o pato.

Aproveito também para citar uma máxima bem conhecida: "Quem trabalha muito, erra muito. Quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha, não erra, é promovido."

Também não quero descartar a importância do trabalho em nossas vidas. O trabalho é, e sempre será, muito importante para o desenvolvimento da humanidade. Se não fosse pelo trabalho de muitos antes de nós, talvez ainda não existisse nem papel higiênico pra limparmos nossas bundas. Talvez não tivéssemos os LP's, os CD's, os MP3 da vida. Viveríamos muito mais desconfortáveis.

Cito também Seu Madruga, o grande mestre mexicano: "Não existe trabalho ruim; ruim é ter que trabalhar!"

E termino esta postagem reclamando o Direito à Preguiça!!! É como já dizia aquele velho deitado: "Apaga a luz que eu quero dormir!"

domingo, dezembro 18, 2005

Tri-Mundial!!!

Hino do São Paulo
Composição: Tenente Porphírio da Paz

Salve o Tricolor Paulista
Amado clube brasileiro
Tu és forte, tu és grande
Dentre os grandes és o primeiro
Tu és forte, tu és grande
Dentre os grandes és o primeiro

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

São teus guias brasileiros
Que te amam eternamente
De São Paulo tens o nome
Que ostentas dignamente
De São Paulo tens o nome
Que ostentas dignamente

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

Trazes glórias luminosas
Do Paulistão Imortal
Da Floresta também trazes
Um brilho tradicional
Da Floresta também trazes
Um brilho tradicional

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

São Paulo clube querido
Tu tens o nosso amor
Teu nome e as tuas glórias
Tem honra e resplendor
Teu nome e as tuas glórias
Tem honra e resplendor

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

Tuas cores gloriosas
Despertam um amor febril
Pela terra bandeirantes
Honra e glória do Brasil
Pela terra bandeirante
Honra e glória do Brasil

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

*****************************************

Chupa Curíntia!!!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Eu sou um bonitão!

Eu sou um cara bonito, eu sei, mas as vezes não me dou conta disso. Sempre tem os dias que agente se olha no espelho de manhã, e se acha um sujeito feio e sem graça. Mas eu sou um gato mesmo, e prova maior disso é o número de pessoas que me olham atentamente na rua: mulheres gordas, magras, novinhas, tiazinhas, ricas, pobres, feias, bonitas, carecas, siliconadas, baixinhas, altonas. Tem homens que olham também. Fazer o quê, é o preço por ser um cara tão bonito. E sou gostoso, mesmo sem ser um fortão e com um pneuzinho na pança!

Hoje eu tava dentro do ônibus, e uma mulher que ia descer simplesmente começou a encostar sua mão na minha, a que segurava nos canos do ônibus, em pé. Ela olhava e disfarçava, mas encostava sua mão cada vez mais forte. Pensei em em agarrar sua mão, mas não tive coragem, e ela já tava descendo do ônibus. Não sou tão cara de pau assim!

Fora as que estão com namorado; estas são as que mais olham! Hoje mesmo, de novo, tive de disfarçar, pois o namorado da menina que me olhava, com certeza deve ter percebido o vacilo dela. Eu que não quero apanhar! Uma vez com meu amigo Anjo no bar, cheguei a mandar um beijo sinalizado só com os lábios pra uma mulher que estava com o namorado ao lado. Ela correspondeu, e o candidato a corninho nem percebeu. Eu poderia ter morrido, talvez...!

E Laura, a italianinha? Esta se apaixonou de verdade! As meretrizes se apaixonam por mim. Eu faço um serviço bem feito. Uma vez cheguei a dizer pra puta, no fim da trepada: "São cento e cinquenta reais!". Um dia vou explicar esta minha atração por mulheres da vida. Em minha última partida de sexo com Laura, fiz ela gozar 'trocentas' vezes! Incrível, ela teve múltiplos orgasmos, nunca vi uma mulher gozar tanto! Mas é agora que começa o problema, Laura não me dá sossego, não pára de me ligar, e ainda, ligação a cobrar, no celular. Pediu pra eu passar no puteiro ontem, e foi o que fiz, em minha tradicional escapada das quintas-feiras à noite. Laura me ligou três vezes ontem. Duas no meio do almoço, e uma à noite, achando que eu não viria mais. Mas o que aconteceu nesta noite, foi cômico, se não trágico.

Comecei a noite no "Tudo De Bom", meu boteco favorito, não sei porque. Duas Brahmas, porque sou pobre, e depois fui para o crime. No putz, Laura literalmente abandonou seu cliente, e foi ao meu encontro. Contrariando todas as normas da casa, já chegou me beijando na boca, o que é difícil resistir quando a mulher em questão é tão bela e tão gostosa como Laura. Ela é tudo isso mesmo, bonita e gostosa. Não tem estria, varizes, tem barriguinha lisinha e retinha, muito macia, um sonho. Uma bundinha perfeitinha, redondinha, que sua saia curtinha revelava, e que eu observava pelo espelho atrás dela. Uma tanguinha, por baixo, muito, mas muito sexy. Pedi uísque, minha bebida favorita. Ela também quis, e paguei o drink pra ela. A diferença, é que ela tomava com Flash Power, e eu, puro, com gelo. Pedi um, dois, três. Ela tomou um, dois, três. No terceiro dela, eu ainda tava no meu primeiro. Ela ria de mim dizendo que meu copo tava só água... Eu falei pra ela beber devagar, que isso não se bebe rápido, que se deve apreciar devagarinho. Ela foi diminuindo o rítmo, e eu já chegava ao meu terceiro uísque. De repente, Laura diz que vai ao banheiro. As outras garotas me olham com reprovação, e olham pra Laura com uma cara de inveja que deve deixá-la se sentindo muito bem, pois mulher gosta disso. Enquanto estou sozinho, uma delas chega e pergunta: "Você veio aqui pra namorar a Laura?" Ao que respondo: "Se eu quisesse namorar, não vinha pra cá." Fim de diálogo. Laura volta esquisita, sei lá se não cheirou uma dentro do banheiro, voltou doidona. Me agarrava, ria, fazia caras esquisitas, e em seguida sumiu, do nada. Eu já tava bebaço também, mas só passaria realmente mal depois, ao ir para minha cama dormir. Achei, olhei para Laura, e disse: "Baby, estou indo embora." Ela disse tudo bem e eu fui.

Cheguei em casa não sei que horas, até bem, subi ao meu quarto e só lembro de quando vomitei ao lado da porta do meu quarto, em frente à porta do quarto de meus pais, que por intervenção divina, estavam dormindo muito bem - eu acho - pois com todo o barulho da gorfada e da limpeza do local, era mais que provável que eles acordassem. *Apropósito, para minha chateação, Laura acaba de me ligar novamente.* E eles ainda dormem de porta aberta, fato ridículo, eles são do tipo "sempre-alerta". Limpei tudo do jeito que deu, bêbado, mas ainda consciente, peguei papel higiênico de monte, e acabei o serviço. Pra terminar o espetáculo, voltei ao banheiro pra eliminar o resto. Troquei a roupa e fui dormir.

Hoje passei um dia inteirinho na ressaca, que só começou a melhorar lá pelas dezenove horas. Trabalhei zoado, com olhos vermelhos da curta noite de sono e da longa noite de farra. E pensando no quanto gastei, é por essas e outras que ando sempre no limite da grana. Mas nunca devo nada a ninguém, pelo menos. Todos me perguntaram pra onde fui, pois eu disse que tava ruinzão. Respondo sempre assim: "pro boteco, oras!"

Laura tá me ligando, sexta vez, que saco, uma atrás da outra... Larga o meu pééééé!!!! Mulé de deus!
Mando a modéstia às favas, mas hoje eu quero só falar bem de mim!

Abraços e beijos, ao som de Rush - "Rush" (1974), hardão de primeira.

domingo, dezembro 11, 2005

Sexo, sexo e mais sexo

Semana passada, minha vida foi um intenso fim de semana, com direito à encontros, noitadas,
aniversários e sexo.
Pois vamos começar, e por favor, tenham paciência em ler, pois hoje tenho muito a escrever e
a dizer.

Parte 1 - Segunda, 05/12/2005

Depois de ter passado um fim de semana regado à excessos, começava a desanimadora segunda-feira. Rodeado por pessoas conhecidas e desconhecidas, uma solidão se apoderou de mim, e um forte sentimento de transgressão me ocorreu, durante o expediente. Normalmente, teria uma semana tranquila após um agitado fim de semana, mas eu queria mais, eu estava com sede de viver, de prazer, de luxúria, de beber. Após o serviço, fui ao "Roma", night club bem conhecido por aqui. Sentei-me bem no meio do american bar, e pedi uma cerveja. Como todos estavam me olhando, tomei a primeira lata, e fui para um lugar mais ao canto. As garotas me olham atentamente, como se eu fosse uma carteira cheia de grana aberta. A mais provocante tentação do lugar tinha a pele negra - Patty - mas não queria gastar meus cartuchos em plena segunda-feira. Sedutor que sou, a garota chegou a tirar para o lado o sutiã, revelando lindos volumes, que pude tocar à vontade, pois a garota fazia questão. Ela também tentou me seduzir, mas não queria me deitar aquele dia, e ao mesmo tempo, estava de olho em outra garota, uma morena, de tatuagem, alta, magra, gostosa, linda. Foi só a garota negra sair, e já lancei olhares pra morena, e disse-lhe em seus ouvidos que um dia a teria pra mim na cama, e esse dia seria em breve. Uma pegadinha em mim, um beijo, e várias piscadinhas por onde ela passava. Patty, ao voltar, não gostou nada, e fez cara feia pra mim, para minha total indiferença, já que apenas a toquei porque ELA quis, e não por minha iniciativa. Depois voltou, como se nada tivesse acontecido, e voltou a me abraçar, beijar meu pescoço e pegar em meus cabelos curtos, enquanto eu piscava para a loirinha que estava abraçada no cliente de costas para mim. Mais 3 cervejas e fui pra casa, um pouquinho alegre, ouvindo o som de costume, mais ou menos umas 23:00.

Chegando em casa, acesso meu cadastro no site de relacionamento. Vejo o perfil de uma garota
com "rocker" no apelido, e mando a seguinte mensagem: "Long Live Rock'n'roll!". Pela foto dela, nem era tão bonita. Não deu nem meia-hora, e já havia retorno para minha saudação. Criei um novo endereço messenger para me comunicar com ela, pois ela havia passado contato. Nos falamos por um bom tempo, e ela dizia "não ser do tipo de gente daquele site", que se cadastrara por causa de um amigo, e blá, blá, blá... Conversamos demais, e sentimos vontade de nos ver, ela mandou uma foto, e nesta nova foto já não era feia. Mandei outras fotos minhas, e resolvemos nos encontrar no dia seguinte mesmo. Prometi a ela, mesmo sem ela exigir, que a trataria bem, e que não faria nada que ela não gostasse. E realmente isso aconteceu, no dia seguinte.

Parte 2 - Terça-feira, 06/12/2005 - "O encontro com a garota rocker da internet"

Saí do trabalho bem cedo, e combinamos de nos encontrar no centrão velho de São Paulo, perto
da galeria do rock. Nos encontramos, conversamos muito, bebemos uma Smirnoff Ice pra dar uma brisa, comemos batatinhas, nos provocamos, descobrimos que temos alguns gostos musicais em comum (por exemplo - Simply Red). Ela estava linda; é um poquinho acima de seu peso, mas não é feia, e nem tão gorda. E acima de tudo, muito simpática, um amor, um doce. Eu a beijei dentro do bar, após ela dar sinais contundentes de seu interesse por mim. Beijos longos, do jeito como ela disse que gostava... Mas bem comportados, nada indecentes.

Estava ficando tarde, e tínhamos que pegar nossas conduções, e fui acompanhá-la até seu ponto de ônibus, na Praça da Sé. Fomos até lá, e ficamos enconstados em uma porta fechada de uma casa que fica em frente a este ponto, ela encostada na porta, e eu nela. Aí tudo começou a sair de controle; os beijos comportados tornaram-se beijos famintos e vorazes, as mãos que outrora estiveram somente a passar pela cabeça e nuca, começaram a perder o juízo e visitar cada curva de nossos corpos; chegamos a perder toda a discreção com que começamos os atos. Ela me puxava para si pelas costas, e eu já a beijava em seu pescoço e passava a mão pela sua bunda, enquanto ela tentava se esfregar em meu sexo, que já se encontrava indisfarçavelmente ereto. Ficávamos roçando um no outro, chegando ao extremo de começarmos a gemer bem baixinho, no meio da rua... Ela pegava em meu pau, e o massageava, me excito só de pensar na loucura que fizemos. Eu passava a mão por cima de sua camisa fina, e apertava seus seios com uma vontade louca. Tinha algumas pessoas que olhavam... Decidimos que "danem-se os outros", que "se não gostam, que não olhem", e ficamos alí, no maior amasso, em frente à fila de ônibus. Em bom português, "Fodam-se os outros"!

Já pensava em levá-la já pra algum motelzinho por alí, quando ela resolveu fazer algumas perguntas. De repente, ela para toda aquela coisa gostosa, e dispara: "Que tipo de homem é você? Eu preciso saber disso." Respondi à ela que sou exatamente como me descrevo no site, um homem que gosta de mulheres, que as respeita, que gosta de um rock'n'roll, que pensa primeiro no prazer da mulher e etc, etc, etc... E ela me pergunta em seguida: "Você se lembraria de mim depois de transarmos? Eu serei só mais uma pra você?", ao que respondo com toda a sinceridade do mundo, pois eu realmente não quis ser desonesto: "Sou um cara mulherengo, atentado, que gosta de viver com prazer, e gosto muito de sexo. Pela nossa conversa, com certeza vou sempre lembrar de você, e se de repente transarmos, pode ter certeza que eu vou te respeitar, e não farei nada que não queira, como tenho feito até agora; como você pode notar, só estou indo até o limite que você está me impondo. Não posso negar que sou um cara que fico com diversas mulheres, que posso ser considerado um irresponsável por isso, mas quero ser honesto com você, por isso estou dizendo estas coisas, e você tem que saber disso. Se não quiser transar comigo, entenderei por quê."

E depois destas perguntas, foram mais muitas outras, e ela me colocou em xeque. Terminei dizendo que estava "ao seu dispor", e que não precisava ter medo de mim, afinal de contas, não sou só um pinto ambulante que não pensa em outra coisa a não ser sexo. E tudo terminou, ela foi embora. Também saí, um pouco triste, mais pensativo que triste, talvez até conformado. Pensei no monstro em que me tornei, uma máquina de sexo, sem sentimentos, sem um amor de verdade, incapaz de dar amor, apenas muito carinho, que é a única coisa que tenho a dar, e reflete toda minha carência de amor nesta vida. Dou prazer e carinho, mas não amor, pois não o tenho para dar.

Parte 3 - Quarta-feira, 07/12/2005

Tive um dia muito pensativo, e me conscientizei de ser uma pessoa totalmente irresponsável,
mentirosa, e insana, talvez um doente, realmente. Cheguei a pensar até em tratamento para
viciados em sexo, por um instante. Pensei em não transar mais antes de fazer um bom exame de doenças venéreas. Voltei pra casa, era aniversário do meu irmãozinho, comi um cachorro quente e bebi uma cervejinha em lata, e postei o tópico "Lúcifer", depois de todos irem dormir aqui em casa.

Parte 4 - Quinta-feira, 08/12/2005

Saindo do trabalho meio estressado, em seguida já me dirigi à uma clínica de massagens
tailandesas, onde pretendia apenas "averiguar" o local e no máximo tomar um drink. Entrei lá
e fui recebido pela garota "Patrícia", que prontamente me serviu a dose de uísque que lhe pedi. Sentei no sofá de uma sala e tomei o drink em sua compania, e já ia embora; ela me ofereceu outro, e eu não soube dizer não, eu realmente queria mais uma dose. Tomei a outra dose, e disse que agora era hora de ir embora. Ela me abraçou e começou a me beijar no pescoço, abriu minha camisa, beijou meu peito, pegou em meu sexo. Já alterado pela ação da bebida, fui arrastado até a cama e transei como um animal, segurando-a fortemente com as mãos e puxando-a para mim com muita vontade. Gozamos juntos, e foi uma coisa louca, porque eu não queria ter feito aquilo, mas acabei fazendo. Voltei pra casa cedo, era uma 20:00

Quinta-feira é dia de cerveja, então eu tinha que ir pro bar. Tomei um banho e fui. O mais estranho foi um ex-colega do primeiro grau ter me reconhecido no bar - o Zé - que me viu e já me chamou pelo meu nome no diminutivo (como "taureauzinho"), que era como me chamavam,
pelo fato de eu sempre ter sido o menorzinho e o mais magrinho... Trocamos celular, contamos
as novidades e disse-lhe que eu era um garoto reprimido e problemático na época, e que mudara muito com o passar dos anos. Nos despedimos com um abraço forte de pessoas que não se vêem a muito, e continuei em minha noite maluca. Voltei ao mesmo Night Club do sábado, e fiquei feliz em rever Laura, a italianinha, que se eu a visse do lado de fora, talvez ficasse apaixonado. Ela ficou muito feliz em me ver, e novamente, trocamos carícias no salão, mas parecia uma coisa muito pura, muito sincera. Disse que iria embora cedo, mas fiquei e transamos novamente, correndo todos os riscos que o esporte sexo propicia àqueles que são idiotas e não usam proteção. Vou comentar isso em seguida. Trocamos celulares e prometemos nos ver novamente. Fui embora muito feliz, ouvindo blues no foninho, andando sozinho e bem devagarzinho pelas ruas escuras, com uma satisfação muito grande, curtindo cada nota da música que embalava meu sonho acordado. Parecia um presente da vida, e eu me sentia o rei.

Parte 5 - Sexta-feira, 09/12/2005

Cansado de tantas idiotices e atitudes doentís, passei o resto de minha sexta em casa, deprimido, e fui dormir cedo.

Parte 6 - Sábado, 10/12/2005

Laura me liga pela tarde, e combino sairmos domingo à noite. Digo à ela que não tenho carro, e ela tem a cara de pau de me dizer pra emprestar o de um amigo. É claro que não vou fazer isso, mesmo porque meus amigos não têm carro. Digo à ela que ligo no domingo, pra combinarmos. Pela noite, pizza, sorvete e parentes - diga-se velharada - presentes no aniversário de meu pai. Algumas confusões, mas no geral, ok. Comi demais, foi bom.

Parte 7 - Domingo, 11/12/2005 (Hoje)

Fiquei pensando em que dizer à Laura, fiquei meio irritado com a história do carro, e pensei em nem sair mais. Pensei de início em mentir, inventar uma história cabeluda, do tipo, morreu um parente, mas não, achei melhor ligar e dizer a verdade: que, se queria sair, teria que ser a pé, ou que não tem como sair nesta chuva sem carro, e não vamos fazer nada. Liguei no celular dela, mas não a encontrei, em uma só tentativa. Desliguei meu celular, não quero que ela me ligue, não quero falar com ela. Qualquer coisa, eu tinha tentado ligar, entende? Tenho um certo problema com esse negócio de carro, e se ela faz questão que eu tenha, que fale com outro cara, pois eu não tenho grana pra ter um carro agora.

Parte 8 - Conclusão da semana

Sou um estúpido. Me sinto mal com meus próprios atos. Realmente tenho problemas sérios;
minha vida é uma vida louca, sem escrúpulos, sem regras, cheia de medos e incertezas. E o pior de tudo isso, é que ninguém que me conhece, sabe da minha vida louca. Hoje, ao abrir meu orkut, me deparo com o recado de uma amiga com saudades de mim, perguntando por quê estou tão sumido. E terei de continuar sumido, ela não merece um cara assim pra ela, um cara que é um perigo, que age sempre por impulso, sem conseguir se controlar. Auto-controle é um inferno! Talvez eu ainda a veja em breve , mas sinceramente, eu sou das mulheres sujas e perdidas, e não posso prejudicar boas pessoas. Sou como um diabo ardiloso e preguiçoso, que só quer saber qual será sua próxima artimanha. Minha vida segue com um sabor quase especial, essa coisa proibida, essa sensação de transgressão me traz um certo prazer de viver. Não penso nas consequências, deixo a vida levar, sou um aventureiro. O dia em que a vida realmente tiver uma surpresa muito ruim pra mim, esse dia vou considerar a possibilidade de continuar ou não com tudo isso. A libertação total, ou uma solução definitiva.

Agora, às 21:30, é hora de retomar o juízo, pois ainda sou um funcionário responsável dentro de uma grande empresa. Até quando vou aguentar esta vida? Serei feliz algum dia? Será que devo me castrar? Pode até dar risada, mas isso já me ocorreu um dia desses. Mas sou muito covarde para isso... Não quero dizer que sou uma pessoa prestes a trucidar alguém por aí, não... Não sou mau neste sentido. Será que Freud resolveria meu problema? Não se preocupem comigo, pagar uma de coitado não é meu objetivo aqui! Quero que vocês se divirtam lendo isto, e pensem um pouco antes de agirem! "Façam o que eu digo, não façam o que eu faço!"

Uma boa semana a todos!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Lúcifer

Eu tenho coisas muito importantes a dizer; infelizmente, não vou fazer isso hoje, porque não estou suficientemente inspirado para tal feito. O que iria dizer, é algo muito, muito sério. Já tô parecendo até aquele João Kléber!

Hoje vou falar de rock and roll, como prometi. Mais especificamente, de Lúcifer, pois estou em uma fase de identificação com as coisas infernais! Com o rock infernal, pois o rock é, e sempre será, algo infernal! Deliciosamente diabólico! E o que é ser diabólico? É ser contrário, é ter direito à uma segunda opinião, é ter liberdade de escolha. E por quê diabólico? Aí é que entra Lúcifer - como diria Bakunin, o anarquista - o "eterno revoltado, o primeiro livre-pensador e o emancipador dos mundos!". É isso aí, isso é Lúcifer! Porém, existe mais de um só Lúcifer, e hoje vou falar de um deles: Cornélio, mais conhecido como "Cornélius Lúcifer"

Cornélius Lúcifer foi o primeiro vocalista da banda Made In Brazil - a melhor banda de rock'n'roll nacional, em minha opninião - e gravou o disco "Made In Brazil", de 1974. Cornélius cantava muito, tinha uma voz roqueira, rouca, agressiva, e dava alguns agudos que até arrepiam ao se ouvir. Chega a lembrar muito Janis Joplin, e notem que não sou tão chegado à Janis (calma, não me xinguem). E sabem porque Cornélius também é tão legal? Porque Cornélius é puro rock'n'roll, as letras que cantava são infernais! Logo na primeira faixa de "Made In Brazil", já se ouve um refrão falando sobre os "demônios de saia"! E até já postei estes versos por aqui. E aqui vai a verdadeira canção infernal, uma música majestosa, e muito bonita, a última faixa:

"Uma Longa Caminhada"
O.Vecchione

Andando por uma estrada
Longa e escura
Começamos a suar
Com o forte calor
É um calor por baixo
Que nos queima a fé e a alma
No mapa do inferno os mares
São fogos eternos

A morte não tarda
Você tambem vai morrer
A morte não tarda
Você tambem vai morrer

Estamos juntos no inferno
Ao um passo do fim eterno
No fundo não vejo anjos tocando
Só vejo gente chorando

A morte não tarda
Você tambem vai morrer
A morte não tarda
Você tambem vai morrer

Existem pessoas como baratas grandes
Que passam a vida sem nada fazer sem,
Nunca, conseguir aparecer
E quando aparecem é para serem
Empuradas, socadas
Pisoteadas,esmagadas
E a mentira dessa gente não ative os inocentes
E a mentira dessa gente não ative os inocentes, nãããããoooo!!!!

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Eu já fui de Deus, hoje sou do diabo, porque ele é o pai do rock, como dizia Raulzito, o profeta do próprio cramulhão em pessoa! Traumas religiosos me ajudaram muito a me tornar um hedonista!

Estou ouvindo uma banda que nunca havia ouvido, ela se chama O Peso, e comecei mesmo a gostar quando ouvi uma música chamada, adivinhe o quê... Certo, "Lúcifer"! Eu tô muito atônito com esta música, ela me envolve completamente. Pra conhecer um pouco dessa banda, clique aqui: http://www.discotecabasica.com/2003_11_discotecabasica.htm, e procure por "Lucifer" sem acento mesmo (comando Control+F do Internet Explorer). Eis aqui a letra:

"Lúcifer"
O Peso

Estou no mundo
Mas minha alma está longe daqui
Eu venho do fundo da terra,
Mas mesmo assim
Pode deixar comigo
Que eu me encarrego da tua felicidade
Eu vou tirar tuas mágoas
Em troca quero tua alma
Vou espalhar pelas águas
Água preta do fundo do mar

A vida é curta
Mas curta é pra curtir
Você irá longe
Longe e perto de mim
Pode deixar comigo
Que eu tomo conta de todos
Não só de amigos

Lúcifer reina no mundo
Lúcifer reina no fundo
Do coração de todos vocês
Yeahhhhhhhhh! Yeah!

---

Sabe o que é engraçado? Participou do mesmo disco do "O Peso", o coral da seita "Meninos de Deus", que fez uma gravação da Oração de São Francisco de Assis em formato rock'n'roll! Vá entender... coisas do rock'n'roll, mesmo! Um grande abraço, e ainda tenho algo muito importante a dizer, que está entalado em meus dedos...

domingo, dezembro 04, 2005

Fim de Semana Alcoólico

Este fim de semana, contando a partir de quinta feira, foi para desestressar, botar os ya yas pra fora. Qual a pedida para quinta-feira? O boteco, claro. Algumas cervejas aqui, outras noutro lugar, uma caipirinha, e vou pra casa de madrugada, para dormir e acordar daqui poucas horas. Sexta foi noite de cerveja com meus caros ex-colegas de empresa, que terminou rápida, porque cheguei atrasado. Sábado era o dia D, o pessoal do meu novo emprego combinou um churrasco, precedido por uma partida de "paintball", onde somente confirmei que um cara que não é lá muito esportivo só pode se dar muito mal nisso, e ficar como um cego no meio de um tiroteio, literalmente, pois até a viseira de meu capacete ficava embaçando com minha respiração ofegante. Definitivamente, fui lá pelo churrasco e pela cerveja.

Aí sempre aparece aquele cara da empresa, que é um mala, e começa a tratar o churrasco como se estivéssemos dentro da empresa, pedindo a todos que se levantem e falem sobre si mesmos. Tudo bem, mas num churrasco, ninguém quer saber da empresa, dane-se tudo, o importante é comer, beber e se divertir, deixe o trampo para a segunda-feira.

O resto da tarde até a noite correu tudo muito bem, bebi e comi pra caramba, e quando era noitinha fui pra casa. Mas aquilo foi pouco pra mim. Novamente abandonado pelos meus amigos, tive de sair sozinho pela madrugada, em busca de sexo e diversão. Pra onde ir? Boteco "tudo de bom", como sempre. No boteco, rolando aquele pop-sertanejo horrível, eu preferi ficar com meus fones de ouvido, rolando um Casa das Máquinas. Realmente, foi a melhor coisa que fiz, mesmo porque mulher, que é bom, não tinha quase nenhuma esse dia. Terminei em outro antro de prostituição (eu sou um prostituto, já devem ter percebido), passei a noite com 5 doses de uísque, já bem louco, mas sempre consciente (lembro tudo que fiz). Terminei a noite na cama com Laura, a italianinha. Uma gata muito linda, uma bela faccia, um corpo maravilhoso, vestidinho branco, olhar enfeitiçante, ela uma feiticeira, eu um boi no laço. Fato é que transamos e foi demais, uma hora de sexo, nós dois estávamos meio bêbados. Outro fato é que ela gozou, e eu não, mas nem por isso foi ruim... Esquadrinhei cada canto de seu corpo suave, cada curvinha, ela estava muito cheirosa, e eu fui um predador faminto. Uma hora era pouco, e a luz já tomava o lugar da madrugada. Fui embora, e aquela sensação de quero mais acontecia, e ficou tudo na vontade, fui embora. Hoje passei um dia de ressaca, e ouvi muito rock'n'roll pela manhã.

Hoje não estou inspirado pra escrever, mas prometo contar coisas mais instigantes nas próximas postagens. Quero postar também sobre rock'n'roll, e farei isso esta semana. Ouço neste momento o som do Uriah Heep, bandaça setentista - Very eavy... very umble..., de 1970.

Abraços e boa semana.