quarta-feira, setembro 27, 2006

taureau is alive!

Eu ainda sou o mesmo otário da postagem anterior, mas já começo a sentir os efeitos devastadores do que acho que seja amor. Uma mescla de sentimentos, paixão, ciúmes, uma raiva enorme, tudo transmitido por diversos sinais e códigos. A coceguinha que sinto em minha cabeça, provavelmente meu mais novo par de chifres (que só não cresce por falta de cálcio no organismo), fez com que eu fosse à desforra. Procurei por sexo quente no último fim de semana, batata. Virei um putão novamente.

Hoje tive um sinal por parte dela que quero encarar de maneira definitiva como o fim do caso. Caso de amor? Não sei. Acontece que vou ter de conviver com esta pessoa por um bom tempo, então me pergunto, o que será de mim? O que ganhei com isso? O que isso era, amizade? Nunca vi amizade assim, com tantas declarações de afeto e carinho diárias, por ambas as partes! Quisera eu ser como Ester, que é um mulherão e sabe definir e separar amor e sexo tão bem!

Mais fácil para mim agora é dizer o que sinto. Meus problemas comportamentais se agravaram, passo a ter mais problemas de personalidade, me tornei mais quieto, desinspirado (esta palavra existe?), ansioso e sem criatividade. Minha energia cai abruptamente, me sinto fraco, preguiçoso e com sono. Quero ouvir músicas lentas, etéreas, que massageiem o meu eu-interior, que me isolem de tudo e todos. Depressão, claro, nada de novo... Uma leve vontade de sair desta dimensão, na esperança de algo melhor.

Mas não vou ficar aqui só pagando de corno e coitado, afinal de contas, eu, otário, ao menor sinal de perigo, sem mesmo ter certeza se realmente o passarinho comeu o alpiste, botei-lhe os chifres também. Foi uma vingança por talvez nada, entende? E não é que realmente foi muito bom no dia?... Seu nome é Luciana, e ela gostou de mim, quer mais.

taureau tá vivo ainda, ao som de Elf, Focus, e pasmem, Sade.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Taureau está morrendo

Passa-se exatamente hoje, um mês que iniciei minhas atividades na faculdade.

Cheguei determinado a estudar, conhecer nossa língua e literatura, e comer a mulherada.

Olhei atentamente para as mais de 30 mulheres da minha sala de aula.

A maioria olhou pra mim.

Por mais que eu seja um prato de giló, ainda sou o único prato de comida da sala (homem).

Uma delas me roubou o coração.

Em troca, roubei o dela.

Foram postas em xeque muitas convicções minhas.

Não é um amor instantâneo ou repentino.

E sim algo que cresce a cada dia.

Tô sem sexo (de qualquer forma) já há um mês.

Eu só quero fazer amor com ela.

Olho pras outras, mas sem a mesma paixão.

Vamos fazer amor hoje.

Eu sou um otário.

Mas tô feliz.

Sinto brotar uma flor roxa em meu coração.

Será que morri?