Uma das melhores noites que já tive foi a que aconteceu há alguns fins de semana. Puleiro do bom e velho Tudo de Bom, loirinha gelada no balcão, a nova garçonete mostrando a calcinha vermelha enquanto se abaixa, algumas menininhas adentrando o boteco. Olho pra lá e cá, sem esperanças, dou umas bicadas no copo, mando beijinhos, dou piscadelas. Ao meu lado, um estranho, que se apresenta, e começamos uma conversa de solteiros perdidos na noite.
Jorge, o ex-estranho, me convidou para ir ao "Thin Rose", casa de shows de forró ao vivo, ao lado do Tudo de Bom. Saímos do velho botecão e entramos na casa de forró.
No forró...
Eva, a pernambucana, me olhava, sentada, com a cabeça virada para trás. Chamei na chincha pra um ralacoxa. Ela topou. Na dança, eu mais roçava que dançava, pois sou melhor em roçar que dançar. De repente, Eva se vira, e some.
Carola, a casada, me chama na chincha. Começa um beijo interminável. Diz que tem de ir embora, trocamos telefones. Carolina se vira, e some.
De repente, Eva reaparece, e me agarra, do nada... Nos beijamos. No palco, as dançarinas de fio dental do forró saem, começa a rolar um pancadão. Eva chama sua amiga, que nem sei o nome, e dançamos os três até o chão, eu com uma gatinha em cada braço. Troco celulares com Eva, ela dá meia volta e sai andando. A amiga vai atrás, mas não sem levar uma passada de mão na bunda, ao que nem ligou, e digo mais, até gostou.
Todas as opções mulherísticas esgotadas, taureau se sente só novamente. A esta altura, bêbado e corajoso, qualquer mocréia estava valendo. Nem sabia mais onde se enfiou Jorge. Chegou mais uma doida, e foi dedada pra todo lado. O celular tocou, era Eva, que me espera do lado de fora do Thin Rose. Dei tchau pra gatinha, e saí.
Do lado de fora, conversei com Eva. Acabamos eu, Eva e "amiga" no Motel Xuxu. E não é que Eva realmente tem um corpaço? Seios durinhos, bundinha empinadinha, ex-dançarina de banda de forró. E até é gatinha. Da amiga, como só a vi naquela ocasião, não me lembro muito bem. Resumindo, tive de enfaixar o pau.
No dia seguinte, Carola me manda a seguinte mensagem no celular: "gatinho, tenho que te contar uma coisa, eu sou casada, mas se não quiser dizer nada pra vc, pra mim muito menos." - já é! No mesmo fim de semana, levei Carola pro matadouro, o Xuxu, e creio que o marido dela só não tem mais chifres por falta de cálcio no organismo. Foi quando Larissa passou de carro, e me viu de mãozinha dada com a princesinha casada! Adeus Larissa...! Au revoir...!
Viva o forró! Viva o Nordeste! Salve o Roquenrou!