Há algumas semanas, comecei minhas aulas de natação, três vezes por semana. Pode ser pouco para uns, mas para mim, chega até a ser demais.
Não posso negar que a sensação de bem-estar após a hora de exercício é fantástica, e que até chega a me dar mais disposição. Porém, vagabundo que sou, já comecei a "matar" algumas aulas em prol do bom e velho boteco, após a labuta estressante...
Filho de mãe crente radical, e de pai ateu conservador, eu só podia mesmo é ser um pau que nasce torto, e até o meu pau é meio torto mesmo... Nunca fui dado aos esportes, brincava no quintal de casa quando criança, mas todo meu incentivo ao desenvolvimento físico e cerebral foi para a cucuia, devido ao pensamento limitado de meus progenitores. Resumindo, o pequeno garoto taureauzinho, lindo, tão lindo, que tinha até cara de menina (segundo o que minha mãe sempre me conta, que as amigas diziam de quando eu era bebê), se desenvolvia para o que não prestava, em segredo. Já era um sacaninha desde os tempos do Ilariê, e sabia que na capa do primeiro LP da Xuxa, dava pra ver os peitos dela. Já leram Casa de Pensão? Eu sou do tipo do personagem principal, Amâncio, só que piorado.
Mas não vamos ficar culpando o passado. Já não sou tão novinho, e meu futuro, agora, sou eu quem faço.
Bem, por quê o boteco é mais legal que a academia? Simples. No boteco, você tem amigos, bebida, música, diversão, mulheres... Na academia, um culto absurdo ao corpo, a mistificação do corpo, gente esnobe, fortões, siliconadas, pessoas iguais a todas as outras, robôs, música eletrônica. Fora que dá uma canseira...
O que eu mais quero é viver bem, não me importa quanto. Talvez nem queira que seja demais, eu iria enjoar. Se eu morrer aos cinquenta, tendo vivido feliz, com dinheiro suficiente pra cachaça, mulheres, boa comida e diversão, acho que vou pensar: "vivi bem a maioria de meus anos, e nem fazia academia!"
Eu gostaria mesmo é de ter sido um dos Rolling Stones! Falando nisso, este foi o único show que prestou ultimamente.
Até mais!
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Meus Vinte e Seis Anos
"O meu pai sempre dizia:
- Quero ver você doutor!
Minha irmã, sempre a escutar:
- Quero ver você casar!
Eu sem caminho, qualquer profissão.
Papai decide o que vai ser de nós.
Papai programa o que vai ser de nós.
Faz dez anos, é solteirona,
E eu não sei o que fazer.
Meu papai vive esperando
Meu diploma de doutor. "
(Joelho de Porco)
--------------------------------------------------------
Estava esperando mais um ano e pouco até fazer vinte e seis, pra postar esta letra da música "Meus Vinte e Seis Anos", da banda paulistana Joelho de Porco, que teve entre seus vocalistas, gente como o ator Ricardo Petraglia e Zé Rodrix. Não consegui esperar, e agora está aí. Preciso dizer algo? Eu tenho uma situação quase similar.
Não posso negar que me inspirei no blog deste cara pra postar isto: Diário de Bordo
Entre belas músicas (Cruzei Meus Braços /A Lâmpada de Edison) e escrachos (Mardito Fiapo de Manga / México Lindo - "Mé-csi-co, Mé-csi-co, Mé-csi-co, Mé-csi-co Lindo!" -), encontram-se muitas críticas e muita rebeldia (São Paulo by Day / Meus Vinte e Seis Anos). Apesar do tropicalismo e do escracho, o sarcasmo e o rock'n'roll imperam neste LP São Paulo 1554/Hoje de 1975. Este discão tá fazendo minha cabeça estes dias.
Também tenho ouvindo muito Deep Purple, o disco "Burn" - 1974 - o primeiro com o Coverdale, um fodanchão nos vocais - "all I hear... is burn..."! - além de Status Quo (On The Level), Rainbow e, gostem ou não, Massacration, a banda mais true do cenário heavy metal intergalático!
Até o próximo post!
- Quero ver você doutor!
Minha irmã, sempre a escutar:
- Quero ver você casar!
Eu sem caminho, qualquer profissão.
Papai decide o que vai ser de nós.
Papai programa o que vai ser de nós.
Faz dez anos, é solteirona,
E eu não sei o que fazer.
Meu papai vive esperando
Meu diploma de doutor. "
(Joelho de Porco)
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Estava esperando mais um ano e pouco até fazer vinte e seis, pra postar esta letra da música "Meus Vinte e Seis Anos", da banda paulistana Joelho de Porco, que teve entre seus vocalistas, gente como o ator Ricardo Petraglia e Zé Rodrix. Não consegui esperar, e agora está aí. Preciso dizer algo? Eu tenho uma situação quase similar.
Não posso negar que me inspirei no blog deste cara pra postar isto: Diário de Bordo
Entre belas músicas (Cruzei Meus Braços /A Lâmpada de Edison) e escrachos (Mardito Fiapo de Manga / México Lindo - "Mé-csi-co, Mé-csi-co, Mé-csi-co, Mé-csi-co Lindo!" -), encontram-se muitas críticas e muita rebeldia (São Paulo by Day / Meus Vinte e Seis Anos). Apesar do tropicalismo e do escracho, o sarcasmo e o rock'n'roll imperam neste LP São Paulo 1554/Hoje de 1975. Este discão tá fazendo minha cabeça estes dias.
Também tenho ouvindo muito Deep Purple, o disco "Burn" - 1974 - o primeiro com o Coverdale, um fodanchão nos vocais - "all I hear... is burn..."! - além de Status Quo (On The Level), Rainbow e, gostem ou não, Massacration, a banda mais true do cenário heavy metal intergalático!
Até o próximo post!
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
Nervosinho
Acho que ando meio nervosinho ultimamente. Depois de desprezar e fazer a pequenina garçonete se sentir um lixo (leiam meu último post), estressei novamente com meu amigo Gabriel, meu grande confidente.
Tenho poucos amigos de verdade, e muitos amigos superficiais. Prefiro os primeiros. Acontece que esses a maioria das vezes me decepcionam. A começar pelo Anjo. Anjo jura que gosta de rock'n'roll de verdade, que curte um Led Zeppelin, Black Sabbath e outros medalhões antigos, mas aí, entro em seu fotoblog, e o que vejo: só bandinhas de adolescente, do tipo Marilyn Manson e Nightwish. Amigos 10 anos mais novos que ele, e ele com um papinho muito idiota, assassinando o português. Nem parece que tem 32 anos e uma filha. Isso me irrita até o osso. Fora que me deve uma fortuna, e "esquece"... Eu sou um trouxa mesmo.
Eu e Daniel nos conhecemos no colegial, e basicamente compartilhávamos nossas frustrações, em meio aos sons rockeiros adolescentes mais depressivos que existiam. Éramos "grunges", e junto à Gabriel, éramos os "três mosqueteiros". Eu, doidaço, só pensava em suicídio, fazia poesias e melodias no violão; Gabriel escrevia alguma coisa, tocava violão, gostava de Raul, Nirvana, Doors e anarquia. Faz alguns anos que Gabriel sumiu, fiquei sabendo que está na Bahia. Ele foi um amigo muito querido, pena que nunca mais deu sinal de vida. Daniel escrevia também (tenho poesias da época até hoje), gostava de compor e ler. Daniel um dia pirou. Se fechou em seu quarto por meses, abandonou os amigos, se isolou da própria família para se tornar um literato. Depois, voltou à sanidade, arranjou namorada e voltou a ver o velho amigo de vez em quando.
Já Daniela sempre me causou problemas, e por causa dela, eu e meu amigo Efigênio brigamos feio. E nunca me deu uma bicota, mesmo depois de voltarmos a amizade, mesmo sabendo que eu tenho muita vontade de dar uma pegada alí. Mas isso eu conto outra hora.
Em quem posso confiar? É difícil... Por isso, tenho de sair só, maioria das vezes. Não tenho amigos pra todas as horas. A maioria mora longe de mim, e uma noitada junto a qualquer um deles pode ser ou muito boa, ou muito ruim. Eu gostaria de ter um clone meu, somente para ser meu amigo, que sempre topasse meus esquemas, e que tivesse também algum tipo de iniciativa, já que quase sempre sou eu quem toma (no duplo sentido mesmo).
Fim de semana acho que vou me dar bem... Patrícia, a pançudita, mas gostosita sentiu saudades e me escreveu. Vô torá.
Tenho poucos amigos de verdade, e muitos amigos superficiais. Prefiro os primeiros. Acontece que esses a maioria das vezes me decepcionam. A começar pelo Anjo. Anjo jura que gosta de rock'n'roll de verdade, que curte um Led Zeppelin, Black Sabbath e outros medalhões antigos, mas aí, entro em seu fotoblog, e o que vejo: só bandinhas de adolescente, do tipo Marilyn Manson e Nightwish. Amigos 10 anos mais novos que ele, e ele com um papinho muito idiota, assassinando o português. Nem parece que tem 32 anos e uma filha. Isso me irrita até o osso. Fora que me deve uma fortuna, e "esquece"... Eu sou um trouxa mesmo.
Eu e Daniel nos conhecemos no colegial, e basicamente compartilhávamos nossas frustrações, em meio aos sons rockeiros adolescentes mais depressivos que existiam. Éramos "grunges", e junto à Gabriel, éramos os "três mosqueteiros". Eu, doidaço, só pensava em suicídio, fazia poesias e melodias no violão; Gabriel escrevia alguma coisa, tocava violão, gostava de Raul, Nirvana, Doors e anarquia. Faz alguns anos que Gabriel sumiu, fiquei sabendo que está na Bahia. Ele foi um amigo muito querido, pena que nunca mais deu sinal de vida. Daniel escrevia também (tenho poesias da época até hoje), gostava de compor e ler. Daniel um dia pirou. Se fechou em seu quarto por meses, abandonou os amigos, se isolou da própria família para se tornar um literato. Depois, voltou à sanidade, arranjou namorada e voltou a ver o velho amigo de vez em quando.
Já Daniela sempre me causou problemas, e por causa dela, eu e meu amigo Efigênio brigamos feio. E nunca me deu uma bicota, mesmo depois de voltarmos a amizade, mesmo sabendo que eu tenho muita vontade de dar uma pegada alí. Mas isso eu conto outra hora.
Em quem posso confiar? É difícil... Por isso, tenho de sair só, maioria das vezes. Não tenho amigos pra todas as horas. A maioria mora longe de mim, e uma noitada junto a qualquer um deles pode ser ou muito boa, ou muito ruim. Eu gostaria de ter um clone meu, somente para ser meu amigo, que sempre topasse meus esquemas, e que tivesse também algum tipo de iniciativa, já que quase sempre sou eu quem toma (no duplo sentido mesmo).
Fim de semana acho que vou me dar bem... Patrícia, a pançudita, mas gostosita sentiu saudades e me escreveu. Vô torá.
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