terça-feira, dezembro 20, 2005

Reflexões de um vagabundo sobre o trabalho

Minha vida não é só de rock'n'roll. É mais de trabalho, que de rock'n'roll, pra ser bem honesto. E aposto que a de vocês também. Vamos à alguns pensamentos.

Dizem que o trabalho enobrece o homem. Quanto mais trabalho, mais estresse. Quanto maior o estresse, maior a tensão, o cansaço, e até a raiva. Acaba-se aí a nobreza. Na verdade, o trabalho entorpece o homem!

Até a própria bíblia sagrada reconhece no trabalho um castigo. Deus obrigou o pobre do homem, que ele mesmo criou, a ganhar o pão com o suor do próprio rosto... que maldade! Bem típico dele... criar um jardim maravilhoso e colocar uma árvore lá no meio, e esperar até que o homem desobedecesse à um capricho seu, para foder de vez com todos os que não tinham nada a ver com o pato.

Aproveito também para citar uma máxima bem conhecida: "Quem trabalha muito, erra muito. Quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha, não erra, é promovido."

Também não quero descartar a importância do trabalho em nossas vidas. O trabalho é, e sempre será, muito importante para o desenvolvimento da humanidade. Se não fosse pelo trabalho de muitos antes de nós, talvez ainda não existisse nem papel higiênico pra limparmos nossas bundas. Talvez não tivéssemos os LP's, os CD's, os MP3 da vida. Viveríamos muito mais desconfortáveis.

Cito também Seu Madruga, o grande mestre mexicano: "Não existe trabalho ruim; ruim é ter que trabalhar!"

E termino esta postagem reclamando o Direito à Preguiça!!! É como já dizia aquele velho deitado: "Apaga a luz que eu quero dormir!"

domingo, dezembro 18, 2005

Tri-Mundial!!!

Hino do São Paulo
Composição: Tenente Porphírio da Paz

Salve o Tricolor Paulista
Amado clube brasileiro
Tu és forte, tu és grande
Dentre os grandes és o primeiro
Tu és forte, tu és grande
Dentre os grandes és o primeiro

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

São teus guias brasileiros
Que te amam eternamente
De São Paulo tens o nome
Que ostentas dignamente
De São Paulo tens o nome
Que ostentas dignamente

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

Trazes glórias luminosas
Do Paulistão Imortal
Da Floresta também trazes
Um brilho tradicional
Da Floresta também trazes
Um brilho tradicional

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

São Paulo clube querido
Tu tens o nosso amor
Teu nome e as tuas glórias
Tem honra e resplendor
Teu nome e as tuas glórias
Tem honra e resplendor

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

Tuas cores gloriosas
Despertam um amor febril
Pela terra bandeirantes
Honra e glória do Brasil
Pela terra bandeirante
Honra e glória do Brasil

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

*****************************************

Chupa Curíntia!!!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Eu sou um bonitão!

Eu sou um cara bonito, eu sei, mas as vezes não me dou conta disso. Sempre tem os dias que agente se olha no espelho de manhã, e se acha um sujeito feio e sem graça. Mas eu sou um gato mesmo, e prova maior disso é o número de pessoas que me olham atentamente na rua: mulheres gordas, magras, novinhas, tiazinhas, ricas, pobres, feias, bonitas, carecas, siliconadas, baixinhas, altonas. Tem homens que olham também. Fazer o quê, é o preço por ser um cara tão bonito. E sou gostoso, mesmo sem ser um fortão e com um pneuzinho na pança!

Hoje eu tava dentro do ônibus, e uma mulher que ia descer simplesmente começou a encostar sua mão na minha, a que segurava nos canos do ônibus, em pé. Ela olhava e disfarçava, mas encostava sua mão cada vez mais forte. Pensei em em agarrar sua mão, mas não tive coragem, e ela já tava descendo do ônibus. Não sou tão cara de pau assim!

Fora as que estão com namorado; estas são as que mais olham! Hoje mesmo, de novo, tive de disfarçar, pois o namorado da menina que me olhava, com certeza deve ter percebido o vacilo dela. Eu que não quero apanhar! Uma vez com meu amigo Anjo no bar, cheguei a mandar um beijo sinalizado só com os lábios pra uma mulher que estava com o namorado ao lado. Ela correspondeu, e o candidato a corninho nem percebeu. Eu poderia ter morrido, talvez...!

E Laura, a italianinha? Esta se apaixonou de verdade! As meretrizes se apaixonam por mim. Eu faço um serviço bem feito. Uma vez cheguei a dizer pra puta, no fim da trepada: "São cento e cinquenta reais!". Um dia vou explicar esta minha atração por mulheres da vida. Em minha última partida de sexo com Laura, fiz ela gozar 'trocentas' vezes! Incrível, ela teve múltiplos orgasmos, nunca vi uma mulher gozar tanto! Mas é agora que começa o problema, Laura não me dá sossego, não pára de me ligar, e ainda, ligação a cobrar, no celular. Pediu pra eu passar no puteiro ontem, e foi o que fiz, em minha tradicional escapada das quintas-feiras à noite. Laura me ligou três vezes ontem. Duas no meio do almoço, e uma à noite, achando que eu não viria mais. Mas o que aconteceu nesta noite, foi cômico, se não trágico.

Comecei a noite no "Tudo De Bom", meu boteco favorito, não sei porque. Duas Brahmas, porque sou pobre, e depois fui para o crime. No putz, Laura literalmente abandonou seu cliente, e foi ao meu encontro. Contrariando todas as normas da casa, já chegou me beijando na boca, o que é difícil resistir quando a mulher em questão é tão bela e tão gostosa como Laura. Ela é tudo isso mesmo, bonita e gostosa. Não tem estria, varizes, tem barriguinha lisinha e retinha, muito macia, um sonho. Uma bundinha perfeitinha, redondinha, que sua saia curtinha revelava, e que eu observava pelo espelho atrás dela. Uma tanguinha, por baixo, muito, mas muito sexy. Pedi uísque, minha bebida favorita. Ela também quis, e paguei o drink pra ela. A diferença, é que ela tomava com Flash Power, e eu, puro, com gelo. Pedi um, dois, três. Ela tomou um, dois, três. No terceiro dela, eu ainda tava no meu primeiro. Ela ria de mim dizendo que meu copo tava só água... Eu falei pra ela beber devagar, que isso não se bebe rápido, que se deve apreciar devagarinho. Ela foi diminuindo o rítmo, e eu já chegava ao meu terceiro uísque. De repente, Laura diz que vai ao banheiro. As outras garotas me olham com reprovação, e olham pra Laura com uma cara de inveja que deve deixá-la se sentindo muito bem, pois mulher gosta disso. Enquanto estou sozinho, uma delas chega e pergunta: "Você veio aqui pra namorar a Laura?" Ao que respondo: "Se eu quisesse namorar, não vinha pra cá." Fim de diálogo. Laura volta esquisita, sei lá se não cheirou uma dentro do banheiro, voltou doidona. Me agarrava, ria, fazia caras esquisitas, e em seguida sumiu, do nada. Eu já tava bebaço também, mas só passaria realmente mal depois, ao ir para minha cama dormir. Achei, olhei para Laura, e disse: "Baby, estou indo embora." Ela disse tudo bem e eu fui.

Cheguei em casa não sei que horas, até bem, subi ao meu quarto e só lembro de quando vomitei ao lado da porta do meu quarto, em frente à porta do quarto de meus pais, que por intervenção divina, estavam dormindo muito bem - eu acho - pois com todo o barulho da gorfada e da limpeza do local, era mais que provável que eles acordassem. *Apropósito, para minha chateação, Laura acaba de me ligar novamente.* E eles ainda dormem de porta aberta, fato ridículo, eles são do tipo "sempre-alerta". Limpei tudo do jeito que deu, bêbado, mas ainda consciente, peguei papel higiênico de monte, e acabei o serviço. Pra terminar o espetáculo, voltei ao banheiro pra eliminar o resto. Troquei a roupa e fui dormir.

Hoje passei um dia inteirinho na ressaca, que só começou a melhorar lá pelas dezenove horas. Trabalhei zoado, com olhos vermelhos da curta noite de sono e da longa noite de farra. E pensando no quanto gastei, é por essas e outras que ando sempre no limite da grana. Mas nunca devo nada a ninguém, pelo menos. Todos me perguntaram pra onde fui, pois eu disse que tava ruinzão. Respondo sempre assim: "pro boteco, oras!"

Laura tá me ligando, sexta vez, que saco, uma atrás da outra... Larga o meu pééééé!!!! Mulé de deus!
Mando a modéstia às favas, mas hoje eu quero só falar bem de mim!

Abraços e beijos, ao som de Rush - "Rush" (1974), hardão de primeira.

domingo, dezembro 11, 2005

Sexo, sexo e mais sexo

Semana passada, minha vida foi um intenso fim de semana, com direito à encontros, noitadas,
aniversários e sexo.
Pois vamos começar, e por favor, tenham paciência em ler, pois hoje tenho muito a escrever e
a dizer.

Parte 1 - Segunda, 05/12/2005

Depois de ter passado um fim de semana regado à excessos, começava a desanimadora segunda-feira. Rodeado por pessoas conhecidas e desconhecidas, uma solidão se apoderou de mim, e um forte sentimento de transgressão me ocorreu, durante o expediente. Normalmente, teria uma semana tranquila após um agitado fim de semana, mas eu queria mais, eu estava com sede de viver, de prazer, de luxúria, de beber. Após o serviço, fui ao "Roma", night club bem conhecido por aqui. Sentei-me bem no meio do american bar, e pedi uma cerveja. Como todos estavam me olhando, tomei a primeira lata, e fui para um lugar mais ao canto. As garotas me olham atentamente, como se eu fosse uma carteira cheia de grana aberta. A mais provocante tentação do lugar tinha a pele negra - Patty - mas não queria gastar meus cartuchos em plena segunda-feira. Sedutor que sou, a garota chegou a tirar para o lado o sutiã, revelando lindos volumes, que pude tocar à vontade, pois a garota fazia questão. Ela também tentou me seduzir, mas não queria me deitar aquele dia, e ao mesmo tempo, estava de olho em outra garota, uma morena, de tatuagem, alta, magra, gostosa, linda. Foi só a garota negra sair, e já lancei olhares pra morena, e disse-lhe em seus ouvidos que um dia a teria pra mim na cama, e esse dia seria em breve. Uma pegadinha em mim, um beijo, e várias piscadinhas por onde ela passava. Patty, ao voltar, não gostou nada, e fez cara feia pra mim, para minha total indiferença, já que apenas a toquei porque ELA quis, e não por minha iniciativa. Depois voltou, como se nada tivesse acontecido, e voltou a me abraçar, beijar meu pescoço e pegar em meus cabelos curtos, enquanto eu piscava para a loirinha que estava abraçada no cliente de costas para mim. Mais 3 cervejas e fui pra casa, um pouquinho alegre, ouvindo o som de costume, mais ou menos umas 23:00.

Chegando em casa, acesso meu cadastro no site de relacionamento. Vejo o perfil de uma garota
com "rocker" no apelido, e mando a seguinte mensagem: "Long Live Rock'n'roll!". Pela foto dela, nem era tão bonita. Não deu nem meia-hora, e já havia retorno para minha saudação. Criei um novo endereço messenger para me comunicar com ela, pois ela havia passado contato. Nos falamos por um bom tempo, e ela dizia "não ser do tipo de gente daquele site", que se cadastrara por causa de um amigo, e blá, blá, blá... Conversamos demais, e sentimos vontade de nos ver, ela mandou uma foto, e nesta nova foto já não era feia. Mandei outras fotos minhas, e resolvemos nos encontrar no dia seguinte mesmo. Prometi a ela, mesmo sem ela exigir, que a trataria bem, e que não faria nada que ela não gostasse. E realmente isso aconteceu, no dia seguinte.

Parte 2 - Terça-feira, 06/12/2005 - "O encontro com a garota rocker da internet"

Saí do trabalho bem cedo, e combinamos de nos encontrar no centrão velho de São Paulo, perto
da galeria do rock. Nos encontramos, conversamos muito, bebemos uma Smirnoff Ice pra dar uma brisa, comemos batatinhas, nos provocamos, descobrimos que temos alguns gostos musicais em comum (por exemplo - Simply Red). Ela estava linda; é um poquinho acima de seu peso, mas não é feia, e nem tão gorda. E acima de tudo, muito simpática, um amor, um doce. Eu a beijei dentro do bar, após ela dar sinais contundentes de seu interesse por mim. Beijos longos, do jeito como ela disse que gostava... Mas bem comportados, nada indecentes.

Estava ficando tarde, e tínhamos que pegar nossas conduções, e fui acompanhá-la até seu ponto de ônibus, na Praça da Sé. Fomos até lá, e ficamos enconstados em uma porta fechada de uma casa que fica em frente a este ponto, ela encostada na porta, e eu nela. Aí tudo começou a sair de controle; os beijos comportados tornaram-se beijos famintos e vorazes, as mãos que outrora estiveram somente a passar pela cabeça e nuca, começaram a perder o juízo e visitar cada curva de nossos corpos; chegamos a perder toda a discreção com que começamos os atos. Ela me puxava para si pelas costas, e eu já a beijava em seu pescoço e passava a mão pela sua bunda, enquanto ela tentava se esfregar em meu sexo, que já se encontrava indisfarçavelmente ereto. Ficávamos roçando um no outro, chegando ao extremo de começarmos a gemer bem baixinho, no meio da rua... Ela pegava em meu pau, e o massageava, me excito só de pensar na loucura que fizemos. Eu passava a mão por cima de sua camisa fina, e apertava seus seios com uma vontade louca. Tinha algumas pessoas que olhavam... Decidimos que "danem-se os outros", que "se não gostam, que não olhem", e ficamos alí, no maior amasso, em frente à fila de ônibus. Em bom português, "Fodam-se os outros"!

Já pensava em levá-la já pra algum motelzinho por alí, quando ela resolveu fazer algumas perguntas. De repente, ela para toda aquela coisa gostosa, e dispara: "Que tipo de homem é você? Eu preciso saber disso." Respondi à ela que sou exatamente como me descrevo no site, um homem que gosta de mulheres, que as respeita, que gosta de um rock'n'roll, que pensa primeiro no prazer da mulher e etc, etc, etc... E ela me pergunta em seguida: "Você se lembraria de mim depois de transarmos? Eu serei só mais uma pra você?", ao que respondo com toda a sinceridade do mundo, pois eu realmente não quis ser desonesto: "Sou um cara mulherengo, atentado, que gosta de viver com prazer, e gosto muito de sexo. Pela nossa conversa, com certeza vou sempre lembrar de você, e se de repente transarmos, pode ter certeza que eu vou te respeitar, e não farei nada que não queira, como tenho feito até agora; como você pode notar, só estou indo até o limite que você está me impondo. Não posso negar que sou um cara que fico com diversas mulheres, que posso ser considerado um irresponsável por isso, mas quero ser honesto com você, por isso estou dizendo estas coisas, e você tem que saber disso. Se não quiser transar comigo, entenderei por quê."

E depois destas perguntas, foram mais muitas outras, e ela me colocou em xeque. Terminei dizendo que estava "ao seu dispor", e que não precisava ter medo de mim, afinal de contas, não sou só um pinto ambulante que não pensa em outra coisa a não ser sexo. E tudo terminou, ela foi embora. Também saí, um pouco triste, mais pensativo que triste, talvez até conformado. Pensei no monstro em que me tornei, uma máquina de sexo, sem sentimentos, sem um amor de verdade, incapaz de dar amor, apenas muito carinho, que é a única coisa que tenho a dar, e reflete toda minha carência de amor nesta vida. Dou prazer e carinho, mas não amor, pois não o tenho para dar.

Parte 3 - Quarta-feira, 07/12/2005

Tive um dia muito pensativo, e me conscientizei de ser uma pessoa totalmente irresponsável,
mentirosa, e insana, talvez um doente, realmente. Cheguei a pensar até em tratamento para
viciados em sexo, por um instante. Pensei em não transar mais antes de fazer um bom exame de doenças venéreas. Voltei pra casa, era aniversário do meu irmãozinho, comi um cachorro quente e bebi uma cervejinha em lata, e postei o tópico "Lúcifer", depois de todos irem dormir aqui em casa.

Parte 4 - Quinta-feira, 08/12/2005

Saindo do trabalho meio estressado, em seguida já me dirigi à uma clínica de massagens
tailandesas, onde pretendia apenas "averiguar" o local e no máximo tomar um drink. Entrei lá
e fui recebido pela garota "Patrícia", que prontamente me serviu a dose de uísque que lhe pedi. Sentei no sofá de uma sala e tomei o drink em sua compania, e já ia embora; ela me ofereceu outro, e eu não soube dizer não, eu realmente queria mais uma dose. Tomei a outra dose, e disse que agora era hora de ir embora. Ela me abraçou e começou a me beijar no pescoço, abriu minha camisa, beijou meu peito, pegou em meu sexo. Já alterado pela ação da bebida, fui arrastado até a cama e transei como um animal, segurando-a fortemente com as mãos e puxando-a para mim com muita vontade. Gozamos juntos, e foi uma coisa louca, porque eu não queria ter feito aquilo, mas acabei fazendo. Voltei pra casa cedo, era uma 20:00

Quinta-feira é dia de cerveja, então eu tinha que ir pro bar. Tomei um banho e fui. O mais estranho foi um ex-colega do primeiro grau ter me reconhecido no bar - o Zé - que me viu e já me chamou pelo meu nome no diminutivo (como "taureauzinho"), que era como me chamavam,
pelo fato de eu sempre ter sido o menorzinho e o mais magrinho... Trocamos celular, contamos
as novidades e disse-lhe que eu era um garoto reprimido e problemático na época, e que mudara muito com o passar dos anos. Nos despedimos com um abraço forte de pessoas que não se vêem a muito, e continuei em minha noite maluca. Voltei ao mesmo Night Club do sábado, e fiquei feliz em rever Laura, a italianinha, que se eu a visse do lado de fora, talvez ficasse apaixonado. Ela ficou muito feliz em me ver, e novamente, trocamos carícias no salão, mas parecia uma coisa muito pura, muito sincera. Disse que iria embora cedo, mas fiquei e transamos novamente, correndo todos os riscos que o esporte sexo propicia àqueles que são idiotas e não usam proteção. Vou comentar isso em seguida. Trocamos celulares e prometemos nos ver novamente. Fui embora muito feliz, ouvindo blues no foninho, andando sozinho e bem devagarzinho pelas ruas escuras, com uma satisfação muito grande, curtindo cada nota da música que embalava meu sonho acordado. Parecia um presente da vida, e eu me sentia o rei.

Parte 5 - Sexta-feira, 09/12/2005

Cansado de tantas idiotices e atitudes doentís, passei o resto de minha sexta em casa, deprimido, e fui dormir cedo.

Parte 6 - Sábado, 10/12/2005

Laura me liga pela tarde, e combino sairmos domingo à noite. Digo à ela que não tenho carro, e ela tem a cara de pau de me dizer pra emprestar o de um amigo. É claro que não vou fazer isso, mesmo porque meus amigos não têm carro. Digo à ela que ligo no domingo, pra combinarmos. Pela noite, pizza, sorvete e parentes - diga-se velharada - presentes no aniversário de meu pai. Algumas confusões, mas no geral, ok. Comi demais, foi bom.

Parte 7 - Domingo, 11/12/2005 (Hoje)

Fiquei pensando em que dizer à Laura, fiquei meio irritado com a história do carro, e pensei em nem sair mais. Pensei de início em mentir, inventar uma história cabeluda, do tipo, morreu um parente, mas não, achei melhor ligar e dizer a verdade: que, se queria sair, teria que ser a pé, ou que não tem como sair nesta chuva sem carro, e não vamos fazer nada. Liguei no celular dela, mas não a encontrei, em uma só tentativa. Desliguei meu celular, não quero que ela me ligue, não quero falar com ela. Qualquer coisa, eu tinha tentado ligar, entende? Tenho um certo problema com esse negócio de carro, e se ela faz questão que eu tenha, que fale com outro cara, pois eu não tenho grana pra ter um carro agora.

Parte 8 - Conclusão da semana

Sou um estúpido. Me sinto mal com meus próprios atos. Realmente tenho problemas sérios;
minha vida é uma vida louca, sem escrúpulos, sem regras, cheia de medos e incertezas. E o pior de tudo isso, é que ninguém que me conhece, sabe da minha vida louca. Hoje, ao abrir meu orkut, me deparo com o recado de uma amiga com saudades de mim, perguntando por quê estou tão sumido. E terei de continuar sumido, ela não merece um cara assim pra ela, um cara que é um perigo, que age sempre por impulso, sem conseguir se controlar. Auto-controle é um inferno! Talvez eu ainda a veja em breve , mas sinceramente, eu sou das mulheres sujas e perdidas, e não posso prejudicar boas pessoas. Sou como um diabo ardiloso e preguiçoso, que só quer saber qual será sua próxima artimanha. Minha vida segue com um sabor quase especial, essa coisa proibida, essa sensação de transgressão me traz um certo prazer de viver. Não penso nas consequências, deixo a vida levar, sou um aventureiro. O dia em que a vida realmente tiver uma surpresa muito ruim pra mim, esse dia vou considerar a possibilidade de continuar ou não com tudo isso. A libertação total, ou uma solução definitiva.

Agora, às 21:30, é hora de retomar o juízo, pois ainda sou um funcionário responsável dentro de uma grande empresa. Até quando vou aguentar esta vida? Serei feliz algum dia? Será que devo me castrar? Pode até dar risada, mas isso já me ocorreu um dia desses. Mas sou muito covarde para isso... Não quero dizer que sou uma pessoa prestes a trucidar alguém por aí, não... Não sou mau neste sentido. Será que Freud resolveria meu problema? Não se preocupem comigo, pagar uma de coitado não é meu objetivo aqui! Quero que vocês se divirtam lendo isto, e pensem um pouco antes de agirem! "Façam o que eu digo, não façam o que eu faço!"

Uma boa semana a todos!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Lúcifer

Eu tenho coisas muito importantes a dizer; infelizmente, não vou fazer isso hoje, porque não estou suficientemente inspirado para tal feito. O que iria dizer, é algo muito, muito sério. Já tô parecendo até aquele João Kléber!

Hoje vou falar de rock and roll, como prometi. Mais especificamente, de Lúcifer, pois estou em uma fase de identificação com as coisas infernais! Com o rock infernal, pois o rock é, e sempre será, algo infernal! Deliciosamente diabólico! E o que é ser diabólico? É ser contrário, é ter direito à uma segunda opinião, é ter liberdade de escolha. E por quê diabólico? Aí é que entra Lúcifer - como diria Bakunin, o anarquista - o "eterno revoltado, o primeiro livre-pensador e o emancipador dos mundos!". É isso aí, isso é Lúcifer! Porém, existe mais de um só Lúcifer, e hoje vou falar de um deles: Cornélio, mais conhecido como "Cornélius Lúcifer"

Cornélius Lúcifer foi o primeiro vocalista da banda Made In Brazil - a melhor banda de rock'n'roll nacional, em minha opninião - e gravou o disco "Made In Brazil", de 1974. Cornélius cantava muito, tinha uma voz roqueira, rouca, agressiva, e dava alguns agudos que até arrepiam ao se ouvir. Chega a lembrar muito Janis Joplin, e notem que não sou tão chegado à Janis (calma, não me xinguem). E sabem porque Cornélius também é tão legal? Porque Cornélius é puro rock'n'roll, as letras que cantava são infernais! Logo na primeira faixa de "Made In Brazil", já se ouve um refrão falando sobre os "demônios de saia"! E até já postei estes versos por aqui. E aqui vai a verdadeira canção infernal, uma música majestosa, e muito bonita, a última faixa:

"Uma Longa Caminhada"
O.Vecchione

Andando por uma estrada
Longa e escura
Começamos a suar
Com o forte calor
É um calor por baixo
Que nos queima a fé e a alma
No mapa do inferno os mares
São fogos eternos

A morte não tarda
Você tambem vai morrer
A morte não tarda
Você tambem vai morrer

Estamos juntos no inferno
Ao um passo do fim eterno
No fundo não vejo anjos tocando
Só vejo gente chorando

A morte não tarda
Você tambem vai morrer
A morte não tarda
Você tambem vai morrer

Existem pessoas como baratas grandes
Que passam a vida sem nada fazer sem,
Nunca, conseguir aparecer
E quando aparecem é para serem
Empuradas, socadas
Pisoteadas,esmagadas
E a mentira dessa gente não ative os inocentes
E a mentira dessa gente não ative os inocentes, nãããããoooo!!!!

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Eu já fui de Deus, hoje sou do diabo, porque ele é o pai do rock, como dizia Raulzito, o profeta do próprio cramulhão em pessoa! Traumas religiosos me ajudaram muito a me tornar um hedonista!

Estou ouvindo uma banda que nunca havia ouvido, ela se chama O Peso, e comecei mesmo a gostar quando ouvi uma música chamada, adivinhe o quê... Certo, "Lúcifer"! Eu tô muito atônito com esta música, ela me envolve completamente. Pra conhecer um pouco dessa banda, clique aqui: http://www.discotecabasica.com/2003_11_discotecabasica.htm, e procure por "Lucifer" sem acento mesmo (comando Control+F do Internet Explorer). Eis aqui a letra:

"Lúcifer"
O Peso

Estou no mundo
Mas minha alma está longe daqui
Eu venho do fundo da terra,
Mas mesmo assim
Pode deixar comigo
Que eu me encarrego da tua felicidade
Eu vou tirar tuas mágoas
Em troca quero tua alma
Vou espalhar pelas águas
Água preta do fundo do mar

A vida é curta
Mas curta é pra curtir
Você irá longe
Longe e perto de mim
Pode deixar comigo
Que eu tomo conta de todos
Não só de amigos

Lúcifer reina no mundo
Lúcifer reina no fundo
Do coração de todos vocês
Yeahhhhhhhhh! Yeah!

---

Sabe o que é engraçado? Participou do mesmo disco do "O Peso", o coral da seita "Meninos de Deus", que fez uma gravação da Oração de São Francisco de Assis em formato rock'n'roll! Vá entender... coisas do rock'n'roll, mesmo! Um grande abraço, e ainda tenho algo muito importante a dizer, que está entalado em meus dedos...

domingo, dezembro 04, 2005

Fim de Semana Alcoólico

Este fim de semana, contando a partir de quinta feira, foi para desestressar, botar os ya yas pra fora. Qual a pedida para quinta-feira? O boteco, claro. Algumas cervejas aqui, outras noutro lugar, uma caipirinha, e vou pra casa de madrugada, para dormir e acordar daqui poucas horas. Sexta foi noite de cerveja com meus caros ex-colegas de empresa, que terminou rápida, porque cheguei atrasado. Sábado era o dia D, o pessoal do meu novo emprego combinou um churrasco, precedido por uma partida de "paintball", onde somente confirmei que um cara que não é lá muito esportivo só pode se dar muito mal nisso, e ficar como um cego no meio de um tiroteio, literalmente, pois até a viseira de meu capacete ficava embaçando com minha respiração ofegante. Definitivamente, fui lá pelo churrasco e pela cerveja.

Aí sempre aparece aquele cara da empresa, que é um mala, e começa a tratar o churrasco como se estivéssemos dentro da empresa, pedindo a todos que se levantem e falem sobre si mesmos. Tudo bem, mas num churrasco, ninguém quer saber da empresa, dane-se tudo, o importante é comer, beber e se divertir, deixe o trampo para a segunda-feira.

O resto da tarde até a noite correu tudo muito bem, bebi e comi pra caramba, e quando era noitinha fui pra casa. Mas aquilo foi pouco pra mim. Novamente abandonado pelos meus amigos, tive de sair sozinho pela madrugada, em busca de sexo e diversão. Pra onde ir? Boteco "tudo de bom", como sempre. No boteco, rolando aquele pop-sertanejo horrível, eu preferi ficar com meus fones de ouvido, rolando um Casa das Máquinas. Realmente, foi a melhor coisa que fiz, mesmo porque mulher, que é bom, não tinha quase nenhuma esse dia. Terminei em outro antro de prostituição (eu sou um prostituto, já devem ter percebido), passei a noite com 5 doses de uísque, já bem louco, mas sempre consciente (lembro tudo que fiz). Terminei a noite na cama com Laura, a italianinha. Uma gata muito linda, uma bela faccia, um corpo maravilhoso, vestidinho branco, olhar enfeitiçante, ela uma feiticeira, eu um boi no laço. Fato é que transamos e foi demais, uma hora de sexo, nós dois estávamos meio bêbados. Outro fato é que ela gozou, e eu não, mas nem por isso foi ruim... Esquadrinhei cada canto de seu corpo suave, cada curvinha, ela estava muito cheirosa, e eu fui um predador faminto. Uma hora era pouco, e a luz já tomava o lugar da madrugada. Fui embora, e aquela sensação de quero mais acontecia, e ficou tudo na vontade, fui embora. Hoje passei um dia de ressaca, e ouvi muito rock'n'roll pela manhã.

Hoje não estou inspirado pra escrever, mas prometo contar coisas mais instigantes nas próximas postagens. Quero postar também sobre rock'n'roll, e farei isso esta semana. Ouço neste momento o som do Uriah Heep, bandaça setentista - Very eavy... very umble..., de 1970.

Abraços e boa semana.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Blogs boquetas

Fuçando em outros blogs pelo blogspot.com, me deparo com um monte de textos, uns curtos, outros compridos, visuais descolados, gente de tudo que é tribo, religião, credo. Parece que a vida de ninguém é tão interessante pra se ficar lendo em blogs. Já que o escritor não é uma pessoa tão interessante, poderia pelo menos fazer um texto interessante e bem escrito, pelo menos tentar relatar as coisas de uma maneira bem-humorada, ou mau-humorada, passar alguma emoção pura e verdadeira, ou senão, realmente ter algo interessante pra contar.

Este blog pode ser meio estranho, um dia tá meio sacana, outro dia meio melancólico, um dia curto, outro dia comprido, mas pelo menos não tem textos do tipo que eu acabei de ver, só pra citar um: - "Hoje fiz escova progressiva em meus cabelitos, ficou legal, lisinho que nem vaca lambeu. Mas eu gostei e se eu gostei tá tudo bem. Hoje comprei o pano para a minha fantasia de chapeuzinho vermelho, e o vestido para colocar... O vestido é tão lindo, fiquei com cara de anjinha ^__^ Depois quando acontecer a festa eu coloco fotinho aqui, amanhã tenho prova de matemática, só preciso tirar 4,5. Acho q consigo né? Se Deus quiser.... huuhahuauha, tadinho de Deus, deve ter mais o que fazer do que se preocupar com as lamurias de uma menina que não estuda direito e fica pedindo a Sua ajuda......." - e depois seguem-se uns versinhos muito sem vergonha, daqueles bem no estilo teletubbies.

Ora, mas que blog mais boqueta, não consigo achar outra palavra pra descrever esta verdadeira merda! O que nós queremos saber, homens e mulheres, leitores espertos, é com quem você trepou ontem à noite, se você se masturbou ao amanhecer, quem você odeia, o que você ama fazer mas tem vergonha de assumir em público... tanta coisa! Exorcise seus demônios, solte a franga, chega de ostentar a falsa imagem que todos nós usamos socialmente (por razões muito compreensíveis). Mostre o seu verdadeiro "eu" para o mundo, mesmo sem se identificar! Ainda achei outro blog muito fraquinho, de um cara, um bobalhão que escreve "axim" e "us kra", comentando sobre os "maravilhosos" filmes hollywoodianos que assistiu. Por gentileza, vá AM, e dá um tempo. Precisam ver como o cara escreve sobre religião, isso eu até consegui achar cômico.

Com o calor que faz esta noite, acaba de entrar uma barata na sala, mas já está sendo combatida por meu heróico pai. Checo meu e-mail pra ver se chegou alguma mensagem, mas há somente 1 mensagem, já lida, que é a que veio hoje, de uma gracinha da net, que gostou de minhas fotos no site de relacionamento em que me cadastrei, a alguns dias atrás. O maldito site só me deixa responder as perguntas com respostas padrões, em que eu tenho de escolher qual é a mais conveniente. Isso é que dá não ter pago a mensalidade. Após a gatinha da foto me perguntar se eu passaria alguma forma de contato para ela, tive de responder um singelo "Estar com você seria ótimo!". Tofú.

Pra fechar com estilo, desta vez estou ouvindo o Highway To Hell do AC/DC, de 1979, último do saudoso Bon Scott, que morreria no ano seguinte, sufocado no próprio vômito, após dezenas de doses de uísque. Aproveito para mandar este link muito bom sobre AC/DC: www.accadacca.net.

terça-feira, novembro 29, 2005

É um Longo Caminho ao Topo (se você quiser Rock'n'roll)

Ontem foi ruim, hoje ao amanhecer também foi. E acaba que, agora, ao fim do dia, eis que entro no ritmo semanal que qualquer trabalhador tem de entrar para não se lascar no trampo. Uma das coisas que podem explicar minha depressão terrível do início desta semana, foi uma pendência deixada no trabalho na sexta-feira. Isso quer dizer que o problema se manteve em minha cabeça durante o fim de semana, até hoje, quando consegui resolvê-lo. Como eu mesmo disse, uma coisa que é muito simples, torna-se um monstro. Mas este já foi domado, e como na metade da semana eu já tô no ritmo, vamo que vamo.

Com a rotina do trabalho, não tenho o tempo necessário para ter uma vida social decente, pois fico preso no assunto "trampo" o tempo todo do meu dia. No máximo, escapo para o campo de conversa do futebol e das gostosas na hora do almoço, com meus novos colegas. E o pior mesmo, é trabalhar de gravata, numa sala fechada, recheada de homem, não tem uma mulherzinha, nem uma feinha, nada, nada. Tem horas que falo com as mulheres, mas geralmente as que necessitam de algum tipo de serviço técnico.

Ontem tinha uma que era linda. Fez integração junto comigo, e depois de uma semana começou na empresa. Sem chances para o carinha de cabelos curtos aqui - perdi aquele ar sacana... Eu tenho comportamentos diferentes a cada situação. Naquela, penso ter agido como um tímido, certinho. Também, ali, no meio de mais ou menos 100 pessoas... Não dá pra saber se existe alguma chance de algo acontecer. Eu estou esperando demais, né... Quando meus sentimentos voltam a ser controlados, parece que eu tenho de arranjar um jeito de conseguir novas emoções. Desnivelar as coisas tudo de novo.

Sair do escritório foi bom, ouvindo AC/DC. O som do AC/DC me levanta a auto-estima, me infla o ego, me faz desejar estar na zona. Me sobe à cabeça a letra de "Rock'n'Roll Singer", de 1976, do High Voltage, meu disco favorito do Accadacca, quando Bon Scott canta:

Bem, você pode pregar sua vida de "nove às cinco"
E seu colarinho e sua gravata
E pregar seus padrões morais
Pois é tudo uma mentira suja
E você pode pregar seu cumprimento dourado
E você pode pregar suas regras bobas
E toda a outra merda
Que eles ensinam para as crianças na escola
(porque eu não sou bobo!)

Vou ser um cantor do rock'n'roll
Vou ser uma estrela do rock'n'roll

(Bon Scott)

E isso tudo é só o fim da música! E Bon Scott falava isso para o próprio pai, como se pode entender ouvindo-se toda a música! Falando em pai, aqui na sala ao lado está o meu, fazendo um ruído nojento com os dentes... Velho decrépito. Isso me dá nos nervos. Outra hora explico esse surto de raiva com mais calma.

It's a Long Way to The Top (If You Wanna Rock'n'roll)!

domingo, novembro 27, 2005

Domingo

Ah, o domingo... Domingo é sempre bom, acordo tarde, geralmente depois de uma noitada daquelas, jogo meus games velhos, organizo meu quarto, como um almoço mais caprichado... até chegar a noite, o pior momento da semana. São exatamente 23:10 do domingo, e a depressão me causa uma leve dor de cabeça. Uma tristeza invade meu coração, me traz pensamentos apocalípticos, tornam a vida que talvez seja simples em um monstro cruel, torturador. Penso em quanto vale minha vida, se vivo para trabalhar, e que se não trabalho, não vivo. Acordar cedo no dia seguinte, me encontrar com pessoas que não são grandes amigos, mas que são as que mais passo o tempo junto em minha vida, enquanto acordado. Isso pra mim é desesperador no domingo à noite. Me sinto muito incomodado e com a cabeça pesada, penso em dormir pra não sentir o que sinto agora. Mas preciso desabafar entre as linhas deste blog que escrevo. Coloco o som d'O Terço de 1969 pra me relaxar um pouco. Espero ansiosamente chegar a segunda faixa "Plaxe Voador", que me faz viajar por um mundo diferente sem usar nada. Ela acaba de chegar.

Coisas reluzentes a me fustigar
Objeto diferente vejo pelo ar
Deve ser o plaxe voador
Que pra nós alguém do céu mandou
Ser ou não talvez seja a questão, questão

Coisas reluzentes a me fustigar
Objeto diferente vejo pelo ar
Lá vou eu no plaxe voador
Percorrer o espaço que é .....?
Pois aqui o céu tem outra cor
Eu voooooou...

(Jorge Amiden, Neves e Euclides Piau)

O que estes caras usaram pra fazer esta letra??? E estas melodias psicodélicas incríveis que um dia me fizeram chorar? A melodia me eleva para uma outra dimensão, será que estou louco? Jorge Amiden, segundo o que li, estava completamente pirado depois de gravar este disco, e teve de sair d'O Terço. Acho que me acalmei um pouco agora.

Uma boa semana a todos.

Eu sei que demorei, mas explico o porquê.

Pois é, como se existisse alguem que lesse este blog maldito, peço desculpas ao leitor por não dar sinal de vida por 1 semana.

Parte do problema é que eu mesmo tenho vergonha de ler sobre meus próprios atos estúpidos, então, preferi nem escrever sobre eles... Daí você se pergunta: "mas o que você fez???" Vou contar, e ser bem objetivo. Mas primeiro, vamos fazer uma análise de como foi esta semana, desde o começo, mas brevemente, senão até mesmo eu ficarei cansado.

Domingo passado, já sentia aquela típica deprê de ter que dormir para acordar cedo e ir para o meu novo trabalho, que seria o primeiro dia. Segunda fiz a integração na empresa, conheci o cara que entrou junto comigo no emprego, mas vai trampar à noite, e de início não desconfiava que o cara é um moleque de 21 anos, prepotente e arrogante, um filho da puta que precisa sair da fralda, e se acha muito esclarecido. Um baixinho, com a vozinha fina como a de mulherzinha. Um carinha ridículo, um tampinha, protótipo de um ser humano mal-acabado. O pessoal que já trabalha lá é aquela coisa; quem trabalha com suporte em informática, sabe como são essas pessoas, ou seja, em sua maioria, sem cultura útil, bitolados, nerds. Não curtem um rock'n'roll. Mas vá lá, não são má gente, creio que poderei ter até algumas boas amizades, pois sou um cara maleável e tento lidar com todo tipo de gente.

Confesso me sentir perdido de início, um tanto inseguro e medroso. Creio que tudo vai passar, e que pode demorar. Isso me tortura a cada minuto de trampo. Eu odeio trabalhar, me sinto mal em fazer o que eu não quero, na hora em que não quero. Mas fazer o quê, é uma sina de muitos de nós. Me faz ficar deprê, e só sossego quando saio e ouço um rock'n'roll no meu mp3.

Daí foram-se os dias da semana, um tanto torturantes, e chegou quinta, eu precisava espairecer, tomar umas geladas. Desisti de chamar qualquer amigo, pois moram longe e o único que mora perto, estuda e namora e não tem tempo pra perder comigo. Bebi 3 Brahmas no boteco de sempre, pensei em ir embora pra casa, quando que, não tão estranhamente, fui sugado para dentro de um cabaré, já quase à meia-noite, sendo que trabalho de sexta também. Conheci uma gata muito quente, muito carente, muito gente fina, do mesmo modo como me sentia aquele dia. Paguei-lhe um drink, já prevendo que a hora da transa ia ser muito quente. Realmente foi. Quentíssimo e PERIGOSO. Totalmente sem proteção, camisinha, DIU, nada. Foi à seco mesmo. Idiota que sou, inconsequente, mereço mesmo pegar uma DST e ainda levar de brinde uma puta grávida para me cobrar pensão no futuro, com sua cria do tesão incontido, sou uma besta.

Ela gozou em cima de meu pau, foi um momento maravilhoso... Fizemos tudo que não pode, foi uma transgressão... Transamos como dois amantes ansiosos por matar sua sede de prazer, de luxúria, de.. de amor! Chupamos, lambemos, mordiscamos, suamos, gememos, gozamos... Eu digo, se souber algum dia que tenho aids, ou que vou ter um filho dela, o inferno me espera, pois de algum jeito me mato. A questão é: por quê tudo que é bom faz mal? Que inferno de vida!! Minha consciência me perturbou sexta-feira durante o trampo, e ainda me causa um certo desconforto incessante. Taí, fodam comigo nos comentários se chegarem a ler, eu não ligo. Só não choro porque ainda sou muito inconsequente para pensar no que pode acontecer, sentindo tanto as contusões de meus atos anteriores.

De resto, hoje voltei à vida normal, saí para comprar acessórios de games antigos (sou um colecionador e apreciador), e passei o dia a jogar meu videogame como se eu voltasse a ser uma criança inocente e sem as necessidades de um adulto...

sábado, novembro 19, 2005

Hoje é dia de Rock'n'Roll

Solzão, dia lindo, e estou ouvindo um rock'n'roll! Quer coisa melhor? Em alto e bom volume, ouvindo um Casa de Rock do Casa das Máquinas, aí parece que parte do dia já foi ganho!
De manhã cedinho liguei pra minha amiga puta, e ela me pegou na rua e fomos pro AP dela, pra eu fazer o serviço, mas de técnico de informática, e não de loverboy. Apesar de não conseguir resolver a porra do problema, consegui dar um parecer sobre a situação da máquina dela, convencendo-a, eu acho, de que ela deve trocar de máquina. O fato é que ganhei 40 coros de visita técnica, e ela gentilmente pagou, prontamente.
Mas como ela tava gostosa, isso eu devo comentar. Logo que a vi, vestindo um top vermelho, que dava pra perceber os bicos de seus lindos seios, volumosos e sem silicone! Uma saínha jeans minúscula, deixando-se ver aquelas pernas grossas maravilhosas, em que um dia pagarei novamente pra estar no meio, já que ali, cobra-se até do namorado! Que gostosa. Um beijinho na bochecha de despedida, e um tesão imenso invadiram minha alma, após dizer a ela que ainda achava ela um tesão.
Na volta de busão pra casa, sentou uma outra gostosa do meu lado. Normal, só que ela ficava esfregando sua lateral na minha, não sei se de propósito, ou se ela nem sabia o que estava fazendo. Eu estava ouvindo rock'n'roll no meu mp3, e então, relaxei, senti sua carne, mesmo por baixo do jeans, atritando-se à minha, causando aquele gostoso atrito. Tarado, eu? Sou mesmo, mas não sou mal-educado!
Então, hoje é dia de rock and roll. Sair pra balada, ir pra galeria, tomar aquela gelada. Achar algumas gatinhas pela noite gótica! E curtir a vida como se ela fosse só rock'n'roll!

Saudades do cabelão...

É isso aí, tô empregado, a família tá feliz, meus amigos também, acho que tá tudo ok. Fui hoje correr atrás da papelada, tirar documentos, sacar meu FGTS!!! Beleza. Sabe o que é melhor? Cedinho meu celular toca, eu prontamente atendo. Era uma mulher perguntando se eu era técnico, se fazia serviços particulares. Ela me disse que conhecia do lugar X. Entenda-se "lugar X"= "Puteiro"! Eu logo lembrei-me de quem era, e prontamente respondi que faria o serviço. Se vou comer ou não? Sinceramente? Não sei, mas não pretendo. Eu sou um filho da puta, com todo respeito à santa de minha mãezinha, mas sou profissional, nem sei como. Se rolar, rolou, mas quero o pagamento em grana!

Como falei ontem sobre meus cabelos, confesso que estou sentindo falta deles... Com eles, eu tinha cara de macho, de comedor, do que realmente sou (heheheh), agora pareço o Ney Matogrosso, com cabelos curtinhos e cara branquela. Nem me imagino mais vestido de preto, de botas e cinto de metaleiro. Acho que vou entrar numa crise existencial, ou de personalidade!

Ah, comprem o livro que comprei "Além do Bem e do Mal" de Nietzsche, o cara é foda. Apenas li algumas linhas, mas já tava ligado que o Nietszche é impagável consigo mesmo e com as pessoas.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Adeus, lindos cachos

Ontem pela manhã achava eu que iria fazer minha tradicional corrida até o clube, puro engano meu... De repente me ligam no celular, e zás! passei na entrevista de emprego, tinha que comparecer novamente para a segunda etapa. Fiz a entrevista à tarde, e em seguida fui tomar uma gelada no cabaré mais erótico e disponível do dia. Entrei lá, levei umas pegadinhas, dei uns abraços, tomei minha cervejinha de desempregado... Foi quando me ligaram no cel, e tive de correr pra fora do estabelecimento de família pra atendê-lo. Era a pessoa do RH, dizendo que passei da segunda fase, e que era chato dizer, mas que ela teria que dizer de qualquer maneira, que eu precisaria cortar meu cabelo. Nem preciso dizer que possuo cabelos longos, cacheados, multicoloridos em tons alourados, por natureza, sem tinturas e outras boiolices. Comentei com o dono do puteiro (o Zé), que também é cabeludo, e o máximo que ele comentaria era se eu gostaria de tomar mais uma geladinha. Liguei pra meu amigo Anjo, ele falou que trampo é trampo, então que eu deveria cortar meu cabelo. Entrei em parafuso, chamei um amigo que ainda trampa por lá, e fomos pro bar tomar mais uma, e ele ficou feliz que eu estou quase arranjando este trampo, e também aconselhou que eu cortasse. Antes mesmo de chegar em casa já havia decidido: iria cortar meus cabelos.

Cheguei em casa meio tonto, mas deu pra ver bem o jogo do Corinthians, e comemorar a vitória do São Caetano.

Hoje pela manhã, cortei o cabelo, e não foi tão traumático assim, pra falar a verdade, até fiquei legalzinho, fiquei me olhando no espelho e dei risada, pois tô bem diferente, quase não me reconheço. Por outro lado, gostaria que uma amiga minha tivesse me visto cabeludo, acho que ela iria se derreter! Uma pena! Daqui a pouco é a entrevista, tô esperando minha mãe preparar o rango, e logo em seguida vou à luta, de cabelos curtos, me sentindo quase nú... Porém terei grana pra sustentar as noitadas, as cervejas, e pra voltar a alguma faculdade, talvez, afinal de contas, se vocês acham que eu sou um vagabundo, pode ter certeza que sim, mas não sou tonto e não posso ficar sem grana, e consequentemente, sem mulheres, bebidas, bem-estar e etc. Enquanto digito, ouço um Made In Brazil - Jack o Estripador. Procurem ouvir. Fui.

terça-feira, novembro 15, 2005

Problema no telefone, pizza, cerveja

Sobrou pra mim consertar o ruído de minha linha telefônica no feriadão de ontem. Acontece que é um saco ter de subir no sótão sujo da casa, logo abaixo do telhado que vai ficando cada vez mais baixo nas pontas, justamente onde tem o sindal, aquele fio telefônico que vem da rua. Já sabendo que o serviço deveria ser feito, resolvi deixar o trampo para a tarde, e relaxar no almoço. Juntei forças com meu pai e meus irmãos e almoçamos pizza e tomamos sorvete de sobremesa. Que delícia de pizza, ainda quando se dá um incentivo de 5 reais na surdina, ao pizzaolo. Em seguida, infelizmente, subi no sótão, me ralei todo, cansei, e resolvi, com a ajuda de meu pai, aquele problema.

Bom, mas eu tinha que me divertir um pouco hoje. Tomei um banho, comi um lanche no fim da tarde e fui pro bar, o que eu sempre vou, uns 15 minutos perto de minha casa. 2 cervejas, pouco movimento, uma tentativa de chamar um amigo, sem sucesso. Liguei para meu amigo Anjo, conversamos um pouco. Tentei ligar pra uma amiga especial, caixa postal. Sem muitas opções, resolvi ir pra casa cedo, cheguei antes das 22!

Hoje nada especial aconteceu, e eu não pensei nada muito relevante. Apenas quero deixar alguns versos da música "Anjo da Guarda" do Made In Brazil, que ouvi hoje:

Ei, larga o meu pé
Você até parece chiclé
Me pegou e não largou mais
Me esquece

...

Meu anjo da guarda
Me guarda e me proteja
Dos demônios de saia! 2x

Hora de dormir!

Zona no sábado, ansiedade na segunda

A segunda-feira começou bem tranquila, acordei umas 10 horas, sozinho em meu quarto, pois meu irmão foi para o trabalho bem cedo. Alguém pode até falar - "que vagal!" - mas é que estou desempregado a 1 mês e pouco. Nada melhor que acordar mais tarde! Já curado da sonolência e da ressaca adquiridas durante a boemia do sábado à noite, comecei o dia checando meus e-mails. Nada de empregos, sem scraps do orkut, alguns spams. Pensei em dar uma olhada no extrato de minha conta no banco, mas pensando melhor, deixei pra lá... Vou explicar por quê.

Tudo começou à tarde, no sábado, quando marquei com meu grande camarada - que aqui chamarei "Anjo" - de tomarmos todas num boteco "roqueiro". E assim foi, muita cerveja, muita conversa, inclusive com quem por lá estava. De lá, comemos uma pizza para segurar a bronca do que viria ser a noite e a madrugada... Seguimos para um cabaré muito conhecido do centro de SP, onde existe um teatro de shows eróticos, onde também existe um american bar! Praticamente já somos da casa, eu e meu amigo... Seguiram-se diversas doses de uísque, muitas garotas ao nosso redor, muita diversão e risadas, músicas que não são das minhas favoritas, mas que servem pra agitar a noite e os ânimos de quem está afim de se divertir a valer! Ficamos por lá até umas 4 horas da madruga, e decidimos que era hora de irmos embora... Mas... Encontramos uma bela garota de programa, numa rua famosíssima de SP, decidi que era hora de transar... Pegamos a garota, fomos a um hotelzinho, transamos nós dois com ela, ao mesmo tempo! Notem que não sou homossexual, nem o "Anjo", então nos respeitamos sempre. A garota foi incrível, era muito simpática, gostosa, foi uma transa "animal". Seguimos pela manhã no sol quente que fez no domingo, meio bêbados e com os músculos cansados, mas relaxados, e fomos tomar um café na padaria, e em seguida, sempre a pé, nos despedimos e pegamos nossas devidas conduções para casa, cansados da noite de diversão e orgia...

Tem vezes que faço estas loucuras, até mesmo sozinho, mas é sempre melhor ir com os amigos. Normalmente, como um cara que não tem muita grana, é normal me preocupar no dia seguinte ao acontecimento com o que aconteceu comigo naquela noite, se me preveni de doenças, quanto gastei, se dei algum vexame. Muitas vezes minha consciência pesa ao acordar no dia seguinte. Mas desta vez não pesou tanto! Mesmo assim, não tive coragem até agora de ver o resultado financeiro desta loucura, acho que vou esperar até receber um dinheiro que estou esperando, do fundo de garantia que tenho de receber por ter sido mandado embora da firma onde eu trabalhava. Aí talvez eu nem perceba os 300 ou 400 reais a menos em minha conta corrente!

Bem, acabei contando mais do sábado do que de hoje, mas farei um breve resumo de hoje. Passei o dia um pouco ansioso, pois estou desempregado e aguardando ligações de ofertas de emprego, e eu não sossego. Assisti um documentário excelente na TV Escola sobre os crianças israelenses e palestinas, numa tentativa de se conhecerem, e entenderem uns aos outros, foi muito bom. Joguei um pouco de videogame mais no fim da tarde, cochilei, e agora estou aqui a digitar. Amanhã é feriado, e estarei mais calmo.

Ah, pra quem curte um Motorhead, o link de uma pequena entrevista com o "mister rock'n'roll itself", Lemmy Kilmister: www.nzherald.co.nz/section/6/story.cfm?c_id=6&ObjectID=10354770

Escrevi pra kct, cansei!

segunda-feira, novembro 14, 2005

Hora de começar...

Ainda não sei se realmente terei leitores para este meu diário, que, na verdade, expressará os meus sentimentos e atos detalhadamente, as vezes até expondo os meus mais estranhos momentos de loucura, decepção, felicidade, dúvida... Pelo menos sinto que chegou a hora de começar a documentar estes meus momentos, pois muitas coisas estão acontecendo, e gostaria de poder ter algum registro de minhas impressões, mesmo que seja só para eu guardá-lo.

Na verdade, trata-se aqui de um diário como qualquer outro, mas com um diferencial: aqui relatarei fatos que não teria coragem de assumir publicamente, por diversos motivos. O conteúdo deste meu blog pode ter relatos tão comprometedores, que não seria possível que minha identidade ficasse aberta... Não se trata de algo que possa estar acima de alguma lei, mas sim de proteger minha integridade social. E é mais fácil dizer a verdade quando se escreve como um anônimo, um desconhecido. Por isso, este é o meu Diário Secreto. Com toda a certeza, isto será uma experiência agradável e interessante, tanto para mim quanto para os que resolverem dar uma olhada aqui neste blog!

Sou um jovem de 24 anos, que curte muito rock'n'roll (mas rock de verdade!), noite, garotas, bebidas. Sou um profissional de informática. Na verdade, para muitos que realmente me conhecem, isso não é nenhuma novidade! O que muita gente que convive comigo não sabe, é que tenho alguns desvios de personalidade, muita coisa guardada no fundo do peito, pensamentos estranhos, muitos medos, paranóias... Tudo será contado, até as boas coisas, conforme o que se seguir em minha vida, desde simples comentários do que acontece em minha vida profissional e sentimental, até, por que não, sexual, já que boa parte da vida de um cara é composta de sexo (e no meu caso, muiiiiito)! Teria muito mais a escrever sobre mim mesmo nesta mesma postagem, como por exemplo, minha posição política e meus hobbies, porém, meus pensamentos e idéias a seguirem mostrarão muito minha maneira de ser. Sejam bem-vindos!