domingo, dezembro 11, 2005

Sexo, sexo e mais sexo

Semana passada, minha vida foi um intenso fim de semana, com direito à encontros, noitadas,
aniversários e sexo.
Pois vamos começar, e por favor, tenham paciência em ler, pois hoje tenho muito a escrever e
a dizer.

Parte 1 - Segunda, 05/12/2005

Depois de ter passado um fim de semana regado à excessos, começava a desanimadora segunda-feira. Rodeado por pessoas conhecidas e desconhecidas, uma solidão se apoderou de mim, e um forte sentimento de transgressão me ocorreu, durante o expediente. Normalmente, teria uma semana tranquila após um agitado fim de semana, mas eu queria mais, eu estava com sede de viver, de prazer, de luxúria, de beber. Após o serviço, fui ao "Roma", night club bem conhecido por aqui. Sentei-me bem no meio do american bar, e pedi uma cerveja. Como todos estavam me olhando, tomei a primeira lata, e fui para um lugar mais ao canto. As garotas me olham atentamente, como se eu fosse uma carteira cheia de grana aberta. A mais provocante tentação do lugar tinha a pele negra - Patty - mas não queria gastar meus cartuchos em plena segunda-feira. Sedutor que sou, a garota chegou a tirar para o lado o sutiã, revelando lindos volumes, que pude tocar à vontade, pois a garota fazia questão. Ela também tentou me seduzir, mas não queria me deitar aquele dia, e ao mesmo tempo, estava de olho em outra garota, uma morena, de tatuagem, alta, magra, gostosa, linda. Foi só a garota negra sair, e já lancei olhares pra morena, e disse-lhe em seus ouvidos que um dia a teria pra mim na cama, e esse dia seria em breve. Uma pegadinha em mim, um beijo, e várias piscadinhas por onde ela passava. Patty, ao voltar, não gostou nada, e fez cara feia pra mim, para minha total indiferença, já que apenas a toquei porque ELA quis, e não por minha iniciativa. Depois voltou, como se nada tivesse acontecido, e voltou a me abraçar, beijar meu pescoço e pegar em meus cabelos curtos, enquanto eu piscava para a loirinha que estava abraçada no cliente de costas para mim. Mais 3 cervejas e fui pra casa, um pouquinho alegre, ouvindo o som de costume, mais ou menos umas 23:00.

Chegando em casa, acesso meu cadastro no site de relacionamento. Vejo o perfil de uma garota
com "rocker" no apelido, e mando a seguinte mensagem: "Long Live Rock'n'roll!". Pela foto dela, nem era tão bonita. Não deu nem meia-hora, e já havia retorno para minha saudação. Criei um novo endereço messenger para me comunicar com ela, pois ela havia passado contato. Nos falamos por um bom tempo, e ela dizia "não ser do tipo de gente daquele site", que se cadastrara por causa de um amigo, e blá, blá, blá... Conversamos demais, e sentimos vontade de nos ver, ela mandou uma foto, e nesta nova foto já não era feia. Mandei outras fotos minhas, e resolvemos nos encontrar no dia seguinte mesmo. Prometi a ela, mesmo sem ela exigir, que a trataria bem, e que não faria nada que ela não gostasse. E realmente isso aconteceu, no dia seguinte.

Parte 2 - Terça-feira, 06/12/2005 - "O encontro com a garota rocker da internet"

Saí do trabalho bem cedo, e combinamos de nos encontrar no centrão velho de São Paulo, perto
da galeria do rock. Nos encontramos, conversamos muito, bebemos uma Smirnoff Ice pra dar uma brisa, comemos batatinhas, nos provocamos, descobrimos que temos alguns gostos musicais em comum (por exemplo - Simply Red). Ela estava linda; é um poquinho acima de seu peso, mas não é feia, e nem tão gorda. E acima de tudo, muito simpática, um amor, um doce. Eu a beijei dentro do bar, após ela dar sinais contundentes de seu interesse por mim. Beijos longos, do jeito como ela disse que gostava... Mas bem comportados, nada indecentes.

Estava ficando tarde, e tínhamos que pegar nossas conduções, e fui acompanhá-la até seu ponto de ônibus, na Praça da Sé. Fomos até lá, e ficamos enconstados em uma porta fechada de uma casa que fica em frente a este ponto, ela encostada na porta, e eu nela. Aí tudo começou a sair de controle; os beijos comportados tornaram-se beijos famintos e vorazes, as mãos que outrora estiveram somente a passar pela cabeça e nuca, começaram a perder o juízo e visitar cada curva de nossos corpos; chegamos a perder toda a discreção com que começamos os atos. Ela me puxava para si pelas costas, e eu já a beijava em seu pescoço e passava a mão pela sua bunda, enquanto ela tentava se esfregar em meu sexo, que já se encontrava indisfarçavelmente ereto. Ficávamos roçando um no outro, chegando ao extremo de começarmos a gemer bem baixinho, no meio da rua... Ela pegava em meu pau, e o massageava, me excito só de pensar na loucura que fizemos. Eu passava a mão por cima de sua camisa fina, e apertava seus seios com uma vontade louca. Tinha algumas pessoas que olhavam... Decidimos que "danem-se os outros", que "se não gostam, que não olhem", e ficamos alí, no maior amasso, em frente à fila de ônibus. Em bom português, "Fodam-se os outros"!

Já pensava em levá-la já pra algum motelzinho por alí, quando ela resolveu fazer algumas perguntas. De repente, ela para toda aquela coisa gostosa, e dispara: "Que tipo de homem é você? Eu preciso saber disso." Respondi à ela que sou exatamente como me descrevo no site, um homem que gosta de mulheres, que as respeita, que gosta de um rock'n'roll, que pensa primeiro no prazer da mulher e etc, etc, etc... E ela me pergunta em seguida: "Você se lembraria de mim depois de transarmos? Eu serei só mais uma pra você?", ao que respondo com toda a sinceridade do mundo, pois eu realmente não quis ser desonesto: "Sou um cara mulherengo, atentado, que gosta de viver com prazer, e gosto muito de sexo. Pela nossa conversa, com certeza vou sempre lembrar de você, e se de repente transarmos, pode ter certeza que eu vou te respeitar, e não farei nada que não queira, como tenho feito até agora; como você pode notar, só estou indo até o limite que você está me impondo. Não posso negar que sou um cara que fico com diversas mulheres, que posso ser considerado um irresponsável por isso, mas quero ser honesto com você, por isso estou dizendo estas coisas, e você tem que saber disso. Se não quiser transar comigo, entenderei por quê."

E depois destas perguntas, foram mais muitas outras, e ela me colocou em xeque. Terminei dizendo que estava "ao seu dispor", e que não precisava ter medo de mim, afinal de contas, não sou só um pinto ambulante que não pensa em outra coisa a não ser sexo. E tudo terminou, ela foi embora. Também saí, um pouco triste, mais pensativo que triste, talvez até conformado. Pensei no monstro em que me tornei, uma máquina de sexo, sem sentimentos, sem um amor de verdade, incapaz de dar amor, apenas muito carinho, que é a única coisa que tenho a dar, e reflete toda minha carência de amor nesta vida. Dou prazer e carinho, mas não amor, pois não o tenho para dar.

Parte 3 - Quarta-feira, 07/12/2005

Tive um dia muito pensativo, e me conscientizei de ser uma pessoa totalmente irresponsável,
mentirosa, e insana, talvez um doente, realmente. Cheguei a pensar até em tratamento para
viciados em sexo, por um instante. Pensei em não transar mais antes de fazer um bom exame de doenças venéreas. Voltei pra casa, era aniversário do meu irmãozinho, comi um cachorro quente e bebi uma cervejinha em lata, e postei o tópico "Lúcifer", depois de todos irem dormir aqui em casa.

Parte 4 - Quinta-feira, 08/12/2005

Saindo do trabalho meio estressado, em seguida já me dirigi à uma clínica de massagens
tailandesas, onde pretendia apenas "averiguar" o local e no máximo tomar um drink. Entrei lá
e fui recebido pela garota "Patrícia", que prontamente me serviu a dose de uísque que lhe pedi. Sentei no sofá de uma sala e tomei o drink em sua compania, e já ia embora; ela me ofereceu outro, e eu não soube dizer não, eu realmente queria mais uma dose. Tomei a outra dose, e disse que agora era hora de ir embora. Ela me abraçou e começou a me beijar no pescoço, abriu minha camisa, beijou meu peito, pegou em meu sexo. Já alterado pela ação da bebida, fui arrastado até a cama e transei como um animal, segurando-a fortemente com as mãos e puxando-a para mim com muita vontade. Gozamos juntos, e foi uma coisa louca, porque eu não queria ter feito aquilo, mas acabei fazendo. Voltei pra casa cedo, era uma 20:00

Quinta-feira é dia de cerveja, então eu tinha que ir pro bar. Tomei um banho e fui. O mais estranho foi um ex-colega do primeiro grau ter me reconhecido no bar - o Zé - que me viu e já me chamou pelo meu nome no diminutivo (como "taureauzinho"), que era como me chamavam,
pelo fato de eu sempre ter sido o menorzinho e o mais magrinho... Trocamos celular, contamos
as novidades e disse-lhe que eu era um garoto reprimido e problemático na época, e que mudara muito com o passar dos anos. Nos despedimos com um abraço forte de pessoas que não se vêem a muito, e continuei em minha noite maluca. Voltei ao mesmo Night Club do sábado, e fiquei feliz em rever Laura, a italianinha, que se eu a visse do lado de fora, talvez ficasse apaixonado. Ela ficou muito feliz em me ver, e novamente, trocamos carícias no salão, mas parecia uma coisa muito pura, muito sincera. Disse que iria embora cedo, mas fiquei e transamos novamente, correndo todos os riscos que o esporte sexo propicia àqueles que são idiotas e não usam proteção. Vou comentar isso em seguida. Trocamos celulares e prometemos nos ver novamente. Fui embora muito feliz, ouvindo blues no foninho, andando sozinho e bem devagarzinho pelas ruas escuras, com uma satisfação muito grande, curtindo cada nota da música que embalava meu sonho acordado. Parecia um presente da vida, e eu me sentia o rei.

Parte 5 - Sexta-feira, 09/12/2005

Cansado de tantas idiotices e atitudes doentís, passei o resto de minha sexta em casa, deprimido, e fui dormir cedo.

Parte 6 - Sábado, 10/12/2005

Laura me liga pela tarde, e combino sairmos domingo à noite. Digo à ela que não tenho carro, e ela tem a cara de pau de me dizer pra emprestar o de um amigo. É claro que não vou fazer isso, mesmo porque meus amigos não têm carro. Digo à ela que ligo no domingo, pra combinarmos. Pela noite, pizza, sorvete e parentes - diga-se velharada - presentes no aniversário de meu pai. Algumas confusões, mas no geral, ok. Comi demais, foi bom.

Parte 7 - Domingo, 11/12/2005 (Hoje)

Fiquei pensando em que dizer à Laura, fiquei meio irritado com a história do carro, e pensei em nem sair mais. Pensei de início em mentir, inventar uma história cabeluda, do tipo, morreu um parente, mas não, achei melhor ligar e dizer a verdade: que, se queria sair, teria que ser a pé, ou que não tem como sair nesta chuva sem carro, e não vamos fazer nada. Liguei no celular dela, mas não a encontrei, em uma só tentativa. Desliguei meu celular, não quero que ela me ligue, não quero falar com ela. Qualquer coisa, eu tinha tentado ligar, entende? Tenho um certo problema com esse negócio de carro, e se ela faz questão que eu tenha, que fale com outro cara, pois eu não tenho grana pra ter um carro agora.

Parte 8 - Conclusão da semana

Sou um estúpido. Me sinto mal com meus próprios atos. Realmente tenho problemas sérios;
minha vida é uma vida louca, sem escrúpulos, sem regras, cheia de medos e incertezas. E o pior de tudo isso, é que ninguém que me conhece, sabe da minha vida louca. Hoje, ao abrir meu orkut, me deparo com o recado de uma amiga com saudades de mim, perguntando por quê estou tão sumido. E terei de continuar sumido, ela não merece um cara assim pra ela, um cara que é um perigo, que age sempre por impulso, sem conseguir se controlar. Auto-controle é um inferno! Talvez eu ainda a veja em breve , mas sinceramente, eu sou das mulheres sujas e perdidas, e não posso prejudicar boas pessoas. Sou como um diabo ardiloso e preguiçoso, que só quer saber qual será sua próxima artimanha. Minha vida segue com um sabor quase especial, essa coisa proibida, essa sensação de transgressão me traz um certo prazer de viver. Não penso nas consequências, deixo a vida levar, sou um aventureiro. O dia em que a vida realmente tiver uma surpresa muito ruim pra mim, esse dia vou considerar a possibilidade de continuar ou não com tudo isso. A libertação total, ou uma solução definitiva.

Agora, às 21:30, é hora de retomar o juízo, pois ainda sou um funcionário responsável dentro de uma grande empresa. Até quando vou aguentar esta vida? Serei feliz algum dia? Será que devo me castrar? Pode até dar risada, mas isso já me ocorreu um dia desses. Mas sou muito covarde para isso... Não quero dizer que sou uma pessoa prestes a trucidar alguém por aí, não... Não sou mau neste sentido. Será que Freud resolveria meu problema? Não se preocupem comigo, pagar uma de coitado não é meu objetivo aqui! Quero que vocês se divirtam lendo isto, e pensem um pouco antes de agirem! "Façam o que eu digo, não façam o que eu faço!"

Uma boa semana a todos!

Um comentário:

Ester M. disse...

Bicho, vc escreve igual gente grande... Desculpe a piada babaca, é que tô acostumada com gente da minha idade ou mais.
Como acho seu e-mail? Sou internética pacas, mas blogueira principiante, diria virgem. Acredite.
Beijos.
PS. Long live rock 'n roll...