Por mais que eu não queira parecer um sujeito egoísta, ou uma pessoa que se coloca no centro de tudo na vida real, este blog me desmascara. É um culto ao meu 'eu', à minha pessoa, e o resto é só figurante.
Vamos à um pouco de psicologia (de um completo leigo no assunto para algum leitor). No mundo real, sou uma pessoa divertida, que não pára de falar bobagens, de fazer besteiras, trocadilhos, paródias imbecís, que na hora causam riso aos presentes, que me integram aos meu colegas, amigos e parentes. Aparentemente não estou nem aí pra nada, creio até ser, por algumas vezes, a imagem de um cara independente e seguro. Isso quer dizer que sou uma pessoa normal, não tão diferente do que aparentam os outros. Sou muito querido por todos, até pelos meus possíveis rivais e inimigos. Aparento ser um astro que gira em torno de um sol, mas junto com todos os outros astros, pois não tenho brilho próprio. Em meu espírito, eu sou o sol, e tudo é astros que giram em volta de mim.
Em minha vida, tento ser apenas mais um astro, girando em torno do sol. Eu já fui mais egocêntrico que nunca, achando que eu era o certo, e o resto, errado, e me machucava demais com a não-aceitação. Mesmo tendo superado muito este egocentrismo adolescente, meu blog é a denúncia explícita de que ele ainda é fortíssimo (não o adolescente, apenas o egocentrismo). Eu sou o personagem principal da minha vida, e fator decisivo dos meus relatos, por mais que eu seja - não reconhecidamente - apenas mais um coadjuvante de uma história maior.
Inclusive agora, escrevendo, eu tenho sempre de checar se estou abusando demais da palavra 'eu'. Já apaguei umas dez ocorrências só neste post! E ainda que os textos sejam sobre algo ruim que me aconteça, uma situação embaraçosa, ou até mesmo vergonhosa, eu pareço nunca estar tão abalado quanto realmente me sintia na hora dos fatos. Não deixo transparecer isto nos textos, acho que é uma coisa instintiva. Sem falar em alguns exageros em certas situações de euforia; mesmo quando o que realmente ocorreu foi só uma leve sensação de bem-estar, tudo se transforma em um grande acontecimento narrativo.
Uma grande questão para minha vida seria esta: algum dia eu satisfarei completamente meu ego? Ou aprenderei a me contentar em ser apenas mais um, igual aos outros?
quinta-feira, agosto 03, 2006
terça-feira, agosto 01, 2006
Ponderações sobre julho
Julho foi um mês muito conturbado, de grandes decisões e loucuras.
Logo no início, a primeira crise de depressão: amanheci o domingo no motel com uma prostituta nua ao lado, dormindo na mesma cama. Ela acordou, foi embora; a mim, só restou a conta: mais de 300 reais em apenas uma noitada, somando toda a devassa e a cachaça.
Muitas outras prostitutas, muito álcool, saída com os amigos do serviço, bagunça no serviço durante o expediente noturno. Cheguei a dormir no quarto antes de transar com uma garota, enquanto ela tomava banho. Acredito que me doparam com algo no vinho.
Arranjei uma namoradinha, Ayumi, pra me fazer companhia. Fomos uma vez ao cinema, transamos três vezes; na terceira, cri que estivesse perdendo minha criatividade e agilidade. Me pesei outro dia na balança, em pouco mais de um ano, engordei dez quilos. Estou pançudo e um pouco preocupado, minha cara tá inchada. Certa vez, Jujuba, uma ex-colega de trabalho, disse-me que eu tinha cara de bêbado. Isso pode ser bom, ou não.
Decidi cursar Letras. Na verdade, faria jornalismo, mas é caro, e começa somente no início do ano. Começo semana que vem. Tinha pensado em tomar aulas de francês em paralelo, mas automaticamente concluí que teria de sacrificar um pouco meu luxo e comodidade, que já se encontram abalados pela própria faculdade.
Um pouco de decepção com certos amigos, muita cerveja, caipirinha, vinho, uísque; pelo menos esse mês não fiquei doente nenhuma vez. Comi muito macarrão miojo! Bati muita bronha, meus hormônios são como os de adolescente, preciso de sexo a cada momento. Bati punheta pra Bica do Dedim e pro forró Magníficos (pra loira, gostosa, maravilha).
Musicalmente comecei com "Cream" e "Mutantes", que me levaram à uma psicodelia sessentista e praticamente inexistente hoje; me elevei com as belas melodias de "Criaturas da Noite", d'O Terço; me entorpeci com a barulheira do "Cactus", o "Led Zeppelin Americano", diz no site oficial; me alegrei com "Rita Lee e Tutti Frutti" (cujo mestre guitarrista, Carlini, tive o prazer de conhecer pessoalmente) no clássico "Fruto Proibido", de 1975, discão de rock'n'roll, um dos melhores; além de "A Bolha" e "Bixo do Mato", no progressivão nacional dos tempos que deviam realmente ser muito bons. Falei e disse, quero ver quem mais tem esse bom gosto musical que eu tenho!
Quase mil reais devedor no banco, cada vez mais gordo e ficando mais careca, bola pra frente, ainda sou um maluco sonhador e garanhão!
Logo no início, a primeira crise de depressão: amanheci o domingo no motel com uma prostituta nua ao lado, dormindo na mesma cama. Ela acordou, foi embora; a mim, só restou a conta: mais de 300 reais em apenas uma noitada, somando toda a devassa e a cachaça.
Muitas outras prostitutas, muito álcool, saída com os amigos do serviço, bagunça no serviço durante o expediente noturno. Cheguei a dormir no quarto antes de transar com uma garota, enquanto ela tomava banho. Acredito que me doparam com algo no vinho.
Arranjei uma namoradinha, Ayumi, pra me fazer companhia. Fomos uma vez ao cinema, transamos três vezes; na terceira, cri que estivesse perdendo minha criatividade e agilidade. Me pesei outro dia na balança, em pouco mais de um ano, engordei dez quilos. Estou pançudo e um pouco preocupado, minha cara tá inchada. Certa vez, Jujuba, uma ex-colega de trabalho, disse-me que eu tinha cara de bêbado. Isso pode ser bom, ou não.
Decidi cursar Letras. Na verdade, faria jornalismo, mas é caro, e começa somente no início do ano. Começo semana que vem. Tinha pensado em tomar aulas de francês em paralelo, mas automaticamente concluí que teria de sacrificar um pouco meu luxo e comodidade, que já se encontram abalados pela própria faculdade.
Um pouco de decepção com certos amigos, muita cerveja, caipirinha, vinho, uísque; pelo menos esse mês não fiquei doente nenhuma vez. Comi muito macarrão miojo! Bati muita bronha, meus hormônios são como os de adolescente, preciso de sexo a cada momento. Bati punheta pra Bica do Dedim e pro forró Magníficos (pra loira, gostosa, maravilha).
Musicalmente comecei com "Cream" e "Mutantes", que me levaram à uma psicodelia sessentista e praticamente inexistente hoje; me elevei com as belas melodias de "Criaturas da Noite", d'O Terço; me entorpeci com a barulheira do "Cactus", o "Led Zeppelin Americano", diz no site oficial; me alegrei com "Rita Lee e Tutti Frutti" (cujo mestre guitarrista, Carlini, tive o prazer de conhecer pessoalmente) no clássico "Fruto Proibido", de 1975, discão de rock'n'roll, um dos melhores; além de "A Bolha" e "Bixo do Mato", no progressivão nacional dos tempos que deviam realmente ser muito bons. Falei e disse, quero ver quem mais tem esse bom gosto musical que eu tenho!
Quase mil reais devedor no banco, cada vez mais gordo e ficando mais careca, bola pra frente, ainda sou um maluco sonhador e garanhão!
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