Acho que ando meio nervosinho ultimamente. Depois de desprezar e fazer a pequenina garçonete se sentir um lixo (leiam meu último post), estressei novamente com meu amigo Gabriel, meu grande confidente.
Tenho poucos amigos de verdade, e muitos amigos superficiais. Prefiro os primeiros. Acontece que esses a maioria das vezes me decepcionam. A começar pelo Anjo. Anjo jura que gosta de rock'n'roll de verdade, que curte um Led Zeppelin, Black Sabbath e outros medalhões antigos, mas aí, entro em seu fotoblog, e o que vejo: só bandinhas de adolescente, do tipo Marilyn Manson e Nightwish. Amigos 10 anos mais novos que ele, e ele com um papinho muito idiota, assassinando o português. Nem parece que tem 32 anos e uma filha. Isso me irrita até o osso. Fora que me deve uma fortuna, e "esquece"... Eu sou um trouxa mesmo.
Eu e Daniel nos conhecemos no colegial, e basicamente compartilhávamos nossas frustrações, em meio aos sons rockeiros adolescentes mais depressivos que existiam. Éramos "grunges", e junto à Gabriel, éramos os "três mosqueteiros". Eu, doidaço, só pensava em suicídio, fazia poesias e melodias no violão; Gabriel escrevia alguma coisa, tocava violão, gostava de Raul, Nirvana, Doors e anarquia. Faz alguns anos que Gabriel sumiu, fiquei sabendo que está na Bahia. Ele foi um amigo muito querido, pena que nunca mais deu sinal de vida. Daniel escrevia também (tenho poesias da época até hoje), gostava de compor e ler. Daniel um dia pirou. Se fechou em seu quarto por meses, abandonou os amigos, se isolou da própria família para se tornar um literato. Depois, voltou à sanidade, arranjou namorada e voltou a ver o velho amigo de vez em quando.
Já Daniela sempre me causou problemas, e por causa dela, eu e meu amigo Efigênio brigamos feio. E nunca me deu uma bicota, mesmo depois de voltarmos a amizade, mesmo sabendo que eu tenho muita vontade de dar uma pegada alí. Mas isso eu conto outra hora.
Em quem posso confiar? É difícil... Por isso, tenho de sair só, maioria das vezes. Não tenho amigos pra todas as horas. A maioria mora longe de mim, e uma noitada junto a qualquer um deles pode ser ou muito boa, ou muito ruim. Eu gostaria de ter um clone meu, somente para ser meu amigo, que sempre topasse meus esquemas, e que tivesse também algum tipo de iniciativa, já que quase sempre sou eu quem toma (no duplo sentido mesmo).
Fim de semana acho que vou me dar bem... Patrícia, a pançudita, mas gostosita sentiu saudades e me escreveu. Vô torá.
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