Não existe mais rock'n'roll hoje em dia. Pelo menos musicalmente falando. Tudo bem, você pode me citar o nome de duas ou três bandas atuais relativamente boas, nacionais ou internacionais. Eu tenho o nome de pelo menos cinco bandas sessentistas ou setentistas brasileiras muito melhores que essas bandinhas. Aí você me diz: "mas o fulano é um poeta", ou "ciclano estudou dez anos de música nos EUA...". Grande coisa, não faz som melhor que naquela época. Época das boas. Felizes aqueles que curtiam aquele som suado (devido à ditadura), naturalmente mais bem elaborado, verdadeiras viagens. Já nas bandas de hoje, se a letra é boa, o instrumental é ruim, se o vocalista é bom, não explora sua voz, se o guitarrista é bom, não arrisca solos, os bateristas dificilmente são grande coisa, o baixo virou um mero acompanhamento para a guitarra.
O rock progressivo da holandesa Focus realmente me encanta. Quero ver alguma coisa melhor do que Focus hoje em dia... Não dá nem pra perder tempo tentando achar. Continuo encantado pelo som do play Moving Waves, que voltei a ouvir ontem. Uma paz inexplicável ao som orquestrado. Se disser que meus olhos se encheram de lágrimas ao ouvir a música "Janis", não pensem mal de mim. E o que dizer do Lar de Maravilhas, do Casa das Máquinas? Psicodelia extrema, um som progressivo realmente viajante, apenas pra quem realmente tem bom gosto musical. Rock tem que ser assim, só música boa. Abaixo essas porcarias de hoje.
Pra quê se contentar com pouco se podemos ter muito? Vou direto ao que é bom, procuro não perder meu tempo com porcarias atuais. Ainda assim, em raros momentos, confesso perdê-lo com novos rocks. Mas só se for do tipo escracho, como o Massacration.
De resto, estou comendo a mulherada, mas a última eu nem conto como foi pra não dizerem que estou me achando... Hoje eu só quero é rock, eu amo rock, minha vida é rock'n'roll, como diz o Oswaldo Vecchione em sua obra-prima, "coverizada" até pela sua cria, a Banda das Velhas Virgens.
Long live rock'n'roll! E chega de porcaria...
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