sexta-feira, janeiro 20, 2006

Sexta-feira treze/Noite de lua cheia

Ao som de "Som Nosso de Cada Dia", progressivo tupiniquim de primeira!

Era quinta-feira doze para sexta-feira treze, e a lua estava cheia, tudo para ser uma noite daquelas! Logo chegando ao bar, Josie, a menininha gostosinha do balcão me lascou um beijo bem na trave, alimentando minha mente sacana e esperançosa. Após algumas cervejas , perguntou-me se eu iria embora cedo. Disse que sim. Ela, então, toda sorrisos, insistiu para que eu ficasse, me convidou a sair do balcão, e adentrar a sala onde haveria aquele show de horror - "sertanojo" ao vivo, após a meia-noite. Ela me convenceu quando confirmou que conversaria comigo após seu expediente, as quatro da manhã.

Resolvi ficar, teria de acordar as seis e meia do dia seguinte, não dormiria, mas ficaria com uma gatinha novinha, da pele lisinha, carinha de bebê, e bunda de mulher. Por sorte, encontrei meu camarada Joquinha, que estava perdido por lá. Trocamos uma idéia, cantei uma música do Cazuza no Videokê, e em seguida, o show sertanejo começou. Joquinha tentou a sorte com algumas mulheres que por lá estavam, sem sucesso. Eu, só no copo, e a cada vez que Josie passava, a abraçava pela cintura, elogiando-a. Era certeza que ficaríamos.

Joquinha, desanimado, foi embora pela uma e meia da madruga. Sobrei sozinho. O lugar começou a encher, eu estava na minha mesinha, com meu copo e a garrafa. Por volta das duas e meia da madruga, senti fome, e estava meio derrubadão da cerveja, precisava comer. Dei um toque à Josie, disse que iria comer em outro lugar e já voltava, e foi o que fiz. No caminho de saída do bar, do nada, no meio das danças de forró (virou forró, depois!), uma mulher me envolve com o braço, mas escapo. Eu era da Josie aquele dia. Não iria dar aquela mancada, na frente dela!

A sexta-feira treze era realmente das bruxas, no mau sentido. Comi um salgado, em um outro bar um pouco distante dali. Voltei, e adivinhem só! Sim, Josie disse que não iria ficar, que havia arrumado um carona. Fiquei puto da cara, meu sangue ferveu! Dei-lhe um beijo na face como aquele do Judas quando traiu Jesus, ironizei, e fui embora, muito puto da cara por ter esperado sozinho, ouvido sertanejo e forró no máximo, e rejeitado outras mulheres que estavam facinhas por alí. Filha da puta.

Tive uma noite horrível, uma sexta-feira de trabalho péssima, e um fim de semana que foi uma lástima. Só derrota. Me reergui rápido, durante a semana, e melhorei meu astral. Pronto pra mais uma quinta-feira!

Esta quinta passada retornei ao bar, e, sem mágoas, cumprimentei Josie, que estendeu sua mão me cumprimentando, e perguntando se estava chateado com ela. Com um sorriso no rosto, respondi: "Claro, como posso não estar?" Ela se explicou, e pediu que eu não ficasse bravo com ela. Eu disse que não estava bravo, estava chateado sim, mas não bravo, e pra ser bem sincero, não estava mesmo. Tomei minhas duas e segui meu caminho. O que Josie queria dizer, era que pensou que eu tinha ido embora e não voltaria, depois de ter saído para comer, o que pode até fazer sentido. Acredito que Josie ficou com uma pontinha de sofrimento ao perceber que deu uma bela mancada comigo. Ela pode até achar um cara por aquele boteco, mas não vai ser tão legal e belo quanto eu. Um dia, ela vai se entregar, e eu não vou vacilar, esperem só.

2 comentários:

Ester M. disse...

Pois é, meu camarada, tu vacilou.
A mina (não é assim que se fala aí?)estava curtindo passar a noite te azarando (é assim que a gente fala) e de repente você some. Cortou a onda dela e aí ela foi se arrumar. Corre atrás do preju agora...

Ester M. disse...

... tenho certeza de que você vai conseguir. E vai ser bom a beça. Beijo.